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SÃO VALENTIM – SÃO VALENTIM

PARÓQUIA SÃO VALENTIM – SÃO VALENTIM

Endereço: Av. Castelo Branco, 616 – Centro – 99.640-000 – São Valentim/RS

Fone: (54) 99932-1255 (WhatsApp)

E-mail: paroquia.saovalentim@diocesedeerexim.org.br

Pároco: Pe. Alvise Follador

Diácono Permanente: Valdir Pauletto

Secretária: Rosiane Terezinha Lopes Botini

Horários das Missas na Igreja Matriz:

1ª Sexta-Feira de cada mês, Terço e Adoração ao Santíssimo Sacramento do Apostolado da Oração, às 18h30

Sábados, às 18h

Domingos, às 09h

Adoração Perpétua: Dia 14 de cada mês, às 18h30, na Igreja Matriz

Batizados

Preparação (Curso): nos seguintes sábados, às 14h: 28/03/2026; 20/06/2026; 19/09/2026; 28/11/2026

Celebração do Batismo: nos seguintes sábados, às 18h: 11/04/2026; 27/06/2026; 26/09/2026; 05/12/2026

Dados Históricos da Paróquia São Valentim – São Valentim/RS

Alguns dados históricos

Antes da criação da Paróquia, esta região do Alto Uruguai pertencia à Diocese de Santa Maria, criada em 1910, cujo Bispo era Dom Antônio Reis e as comunidades aqui existentes eram atendidas pelas Paróquias São José, de Erechim e Nossa Senhora do Rosário, de Barão de Cotegipe. Com a criação desta Paróquia, em 13/02/1944, a mesma passou a pertencer à Diocese de Santa Maria. Em 22 de julho de 1951, o Bispo Dom João Cláudio Colling toma posse da nova Diocese de Passo Fundo, a qual a Paróquia passou a pertencer. E em 1º de agosto de 1971, toma posse da nova Diocese de Erexim, o Bispo Dom João Aloysio Hoffmann, a qual pertencemos atualmente, sucedido por Dom Girônimo Zanandréa, em 1994, por Dom José Gislon, em 2012 e pelo atual Bispo Diocesano Dom Adimir Antonio Mazali, desde 12 de julho de 2020.

Origem do nome São Valentim

O Senhor Valentim Padilha, proprietário de uma colônia de terras nesta localidade, em meados de 1930, prometeu que doaria uma área de sua propriedade se o Oratório a ser construído, neste local, fosse dedicado em honra a São Valentim, seu nome de batismo. O grupo de famílias aceitou a referida proposta, recebendo um terreno de 26.976m², e o proprietário viu seu pedido realizado pelos moradores. A partir do Oratório São Valentim originou-se o nome da Vila, do 10º Distrito de Erechim, em 1931, da Paróquia, em 1944, e do Município de São Valentim, em 06 de junho de 1959.

Decreto de criação da Paróquia

Parte do documento de criação da paróquia: “Dom Antônio Reis por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de Santa Maria, aos que este nosso decreto virem saudação, paz e bênçãos em Nosso Senhor Jesus Cristo…de acordo com o Cânon 1427, do Direito Canônico, criamos a Paróquia de São Valentim… Dado e passado em nossa Câmara Eclesiástica de Santa Maria… aos 13 de fevereiro de 1944”.

Posse do primeiro Pároco

Neste dia 13 de fevereiro de 1944, com a presença do representante do Bispo de Santa Maria, o Pe. Estanislau Pollon, Pároco de Barão de Cotegipe, empossou o Reverendíssimo Pe. Estevão Maurício Vonsoski como primeiro pároco. Após a posse houve missa campal, em frente à pequena Igreja de madeira já existente.

A ata de inauguração da Paróquia de São Valentim foi assinada pelo Pe. Estanislau Pollon, pároco de Barão de Cotegipe, Pe. Estevão Maurício Vonsoski, pároco local, Indalécio dos Santos, paraninfo, Valdemar Cabral Vieira, paraninfo, Pedro Zaffari, Nuli Faé, Francisco Bertoncello, Wladislavo Wansoski, José E. Beviláqua e Luiz Baldissera.

Construção da nova Igreja Matriz

Em 12 de março de 1944, foi escolhida a comissão pró construção da nova Igreja Matriz, que ficou assim constituída: Pedro Záffari, presidente, Francisco Bertoncello, vice-presidente, Valdemar Cabral Vieira, primeiro secretário, Nuli Faé, segundo secretário, Ângelo Sonda tesoureiro e Pe. Estevão Maurício Vonsoski, presidente honorário. Para o Conselho Fiscal, a fim de julgar as propostas da comissão, foram eleitos os senhores: Alberto Deboni, presidente, Pedro Baldissera, vice-presidente, João Sarolli, Antônio Valentini, Ângelo Finatto, Ferdinando de Carli e Giácomo Domênico Záffari.

O primeiro passo para o início das obras da futura Igreja Matriz foi o desmatamento e algumas escavações no morro chamado “sobe e desce”, a partir de janeiro de 1945. Nesse mesmo ano, em junho, aconteceu a primeira festa em honra a Santo Antônio. Esta devoção já existia desde o início da colonização da localidade, e permanece até os dias atuais, com a festa a ele dedicada, como co-padroeiro da Paróquia. Para a construção da Igreja Matriz, a partir de 1946, os tijolos foram fabricados na olaria dos irmãos Anghinoni, nas terras de Elias Marcon, na Linha Quadro, São Valentim.

Em abril de 1947, após a missa, o povo através de eleição, escolheu o local definitivo para construção da futura Igreja Matriz: embaixo ou em cima, no “sobe e desce”? (Local que indicava o alto do morro). O Sr. Alberto Deboni, presidente da mesa eleitoral, juntamente com os secretários: Germano Sarolli, Ricieri Telló e Jacó Zanco, escrutinaram os votos, num total de 301 votantes e registraram o seguinte resultado: embaixo, 269 votos (onde se encontra atualmente a Igreja), em cima, 31 votos e um voto em branco.

A terraplanagem para a construção da Igreja Matriz foi feita em setembro de 1948, pelo DAER/RS (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul). A construção da mesma foi empreitada para o Sr. João Sartori, em 10 de setembro de 1948, por duzentos e quinze mil cruzeiros. Em janeiro de 1949 a fundação já estava pronta e o levantamento das paredes iniciou-se em 27 de abril e em outubro já estavam pela metade. A areia para a construção foi extraída do rio Uruguai, na Praia Bonita, Erval Grande.

Em março de 1950 o Sr. Alfredo Staiger, renomado escultor, auxiliado por Fábio Alves de Lima e Pedro Coppi, começaram fabricar os moldes e as esculturas externas, em concreto, que se encontram no alto das torres e ao redor das paredes, no alto da Igreja. Moldaram e fabricaram também a imagem de São Valentim, que se encontra defronte à Igreja Matriz.

As primeiras Missões Populares aconteceram na paróquia em maio de 1950, com a Igreja Matriz já coberta. Desmanchou-se então a Igreja de madeira velha, que ficava ao lado da construção e era ocupada para as missas, enquanto a nova estava sendo construída. Em 07 de fevereiro de 1954, o Bispo de Passo Fundo, Dom João Cláudio Colling, abençoou e inaugurou a nova Igreja Matriz de São Valentim.

Ao longo dos anos ela permaneceu bem conservada com seus altares originais, vitrais, via-sacra, bancos, púlpito, confessionário, coro, torres e esculturas externas. Em 2022 recebeu novo telhado e, em 2023 pintura externa, revitalização das portas e vitrais e melhoria no sistema de som. No dia 02/11/2023, finados, após a missa, benção de inauguração do novo relógio colocado na fachada da Matriz, doação de Arlindo Rosset, cumprindo a promessa de seu falecido pai Victório Gabriele Rosset. Em 2024 foram concluídas as reformas com a pintura interna, nova instalação elétrica e iluminação.

Construção do Salão Paroquial, Casa Paroquial e Cemitério

A Construção do salão paroquial deu-se no período em que o Pe. Atalibo Lise foi Pároco de São Valentim. Os fundamentos foram construídos a partir de 21 de novembro de 1960 e, em 17 de fevereiro de 1963, foi inaugurado.

No início de 1966, preocupados com a formação, bem estar e lazer dos paroquianos, Pe. Atalibo Lise, juntamente com o Conselho Econômico, instalaram um cinema no salão paroquial, o que aconteceu, neste período, também em outros salões paroquiais da região. Organizaram também grupos teatrais com a juventude e crianças da Paróquia. Durante o primeiro semestre de 1966, o espaço do salão foi cedido para aulas do grupo escolar da sede, enquanto estava em construção a nova escola.

Em 14 de agosto desse mesmo ano, 1966, já com a presença do novo Pároco Pe. Geraldo Paschoal Moro, fez-se o lançamento da pedra fundamental da nova Casa Canônica, concluída em agosto de 1967.

Em dezembro de 1970, para que o Clube Esportivo e Recreativo Caramuru não perdesse os direitos do registro no STAS (Secretaria do Trabalho e Ação Social), foi realizado um contrato de locação do Salão Paroquial, em favor do mesmo, enquanto durasse o período de construção de sua nova e atual sede. Em 22 de maio de 1988, o Pároco Pe. Geraldo Moro, juntamente com a diretoria da Matriz, cedeu no início gratuitamente, a parte frontal, ou seja, os dois andares superiores do salão paroquial para a instalação da futura Comarca de São Valentim, da qual fariam parte também os municípios de então, Erval Grande e Entre Rios do Sul. A instalação definitiva neste local deu- se em 06 de abril de 1991 e permaneceu até 2003.

No segundo semestre de 2023 o salão passou por um amplo processo de reforma e adequações ao Plano de Prevenção Contra Incêndio, PPCI, também nova escada externa, nova instalação elétrica e iluminação, pintura e no piso superior novos banheiros, copa, palco e rampa. 

Em 20 de setembro de 1978, data que antecede o dia da árvore, as famílias pertencentes à Paróquia plantaram em torno de 400 mudas de árvores no terreno nos fundos da Igreja Matriz, como incentivo ao reflorestamento.

A implantação definitiva do cemitério, onde se encontra atualmente, deu-se no ano de 1981, com a ajuda da comunidade paroquial e do Poder Público Municipal. Atualmente está em tramitação sua doação para administração do Poder Público Municipal.

Doação de terrenos da Paróquia

No ano de 1976, para que a comunidade tivesse água potável encanada em toda a cidade, a Paróquia doou para a Corsan, parte do terreno do morro, nos fundos da Igreja Matriz, e a parte baixa-plana, em frente à rua Alberto Deboni, foi vendida por preço simbólico, totalizando 4.256m². No ano de 1987, foi doado uma área de 1.200m², para a construção da CIRETRAN, onde se encontra atualmente a Delegacia de Polícia. Em outubro de 1988, foi doado uma área de 7.563,80m², para a construção do Hospital Comunitário, onde se encontram atualmente a UBS, o CRAS e a Casa dos Idosos.

Párocos

1 – Pe. Estevão Maurício Wonsowski (*22.02.1906 †14.06.1973) Pároco de 1944 – 1959;

2 – Pe. Atalibo Maurício Lise (*10.06.1927 †18.07.2015) Pároco de 1959 – 1966;

3 – Pe. Geraldo Paschoal Moro (*04.12.1930 †05.06.2024) Pároco de 1966 – 1994;

4 – Pe. Nestor Santo Moroni, Pároco em 1994 – não exerce mais o Ministério;

5 – Pe. Jorge Ellias Dall’Agnol (*15.01.1960) Pároco de 1995 – 1996;

6 – Pe. Agostinho Francisco Dors (*03.05.1961) Pároco de 1996 – 2006;

7 – Pe. Nelson Caetano Longo (*07.09.1948 †03.12.2024) Pároco de 2006 – 2011;

8 – Pe. Gabriel Zucco (*21.03.1955 †14.02.2018) Pároco de 2011 – 2012;

9 – Pe. João Zappani (*24.06.1957) Pároco de 2012 – 2022;

10 – Pe. Alvise Follador (*07.11.1961) Pároco de 05/02/2022 até os dias de hoje.

Padres Vigários Paroquiais, auxiliares e lideranças

Pe. João Gheno Netto, 1957; Pe. Estevão Kucharski, 1963; Pe. Tadeo Zajac, 1964; Pe. Pedro Mazzochi, 1965; Pe. João Modlkowski, 1965; Pe. Lino Longo, 1983; Pe. Jorge Elias Dall’Agnol, 1988.

Além dos Bispos, Padres, Diáconos, Religiosas e Missionários que fizeram e fazem parte desta história de 80 anos, tivemos e temos a presença e atuação do Povo de Deus, através das famílias e lideranças com seu trabalho pastoral generoso e gratuito, contribuição do dízimo, ofertas e serviços e que ajudaram a construir esta história: Conselhos Econômicos e de Pastoral, Catequistas, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, Servidores, equipes de Liturgia e Canto, Zeladoras das Capelinhas, Pastoral da Saúde e da Pessoa Idosa, Apostolado da Oração, Cáritas, Encontro de Casais com Cristo, Cursilho, Jovens, Acólitos e Coroinhas…

Padres e Bispos naturais desta Paróquia

1 – Pe. João Gheno Netto – Ordenado dia 30.11.1957;

2 – Pe. Eolino Bortolanza – Ordenado dia 07.07.1963;

3 – Dom Girônimo Zanandréa – Ordenado Presbítero dia 03.07.1964; Ordenação Episcopal dia 17.01.1988, como bispo coadjutor para a Diocese de Erexim;

4 – Dom Luiz Demétrio Valentini – Ordenado Presbítero dia 06.02.1965; Ordenação Episcopal dia 31.07.1982, como bispo da Diocese de Jales/SP;

5 – Pe. Antonio Valentini Neto – Ordenado dia 11.12.1971;

6 – Pe. Egídio Balbinot – Ordenado dia 27.01.1980;

7 – Pe. Valter Girelli – Ordenado dia 13.12.1980;

8 – Pe. Moacir Stieve – 1988, veio da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência;

9 – Pe. Antônio Nazari – Ordenado 14 de outubro de 1989;

10 – Pe. Dirceu Dalla Rosa – Ordenado dia 12.12.1992;

11 – Pe. Clair Favreto – Ordenado dia 07.01.1995;

12 – Pe. Cezar Menegat – Ordenado dia 25.02.1995 – não exerce mais o Ministério;

13 – Pe. José Carlos Sala – Ordenado dia 27.12.1997;

14 – Dom Cleocir Bonetti – Ordenado Presbítero dia 06.02.1999:

   Ordenação Episcopal dia 12.08.2021, como bispo da Diocese de Caçador/SC;

15 – Pe. Lucas Golfetto – Ordenado dia 26.12.2009 – não exerce mais o Ministério;

16 – Pe. Gilson Samuel – Ordenado dia 29.12.2012;

17 – Pe. Lucivan Francieski – Ordenado dia 18.05.2019.

Matriz, Comunidades e Oratórios

Atualmente, a Paróquia é constituída pela Matriz, 13 Comunidades e 02 Oratórios. A seguir o nome das mesmas, data de sua fundação, números de famílias e pessoas que residem na respectiva comunidade.

1 – Comunidade Santo Antônio – Sete de Setembro – 1924/27 – 93 famílias (239 pessoas)

2 – Comunidade São Paulo – Linha 05 – 1924 – 20 famílias (51 pessoas) 

3 – Comunidade São Luiz – Linha Liso – 1926 – 14 famílias (40 pessoas)

4 – Comunidade São João – 1928 – 64 famílias (167 pessoas)

5 – Comunidade Santo Isidoro – 1940 – 10 famílias (38 pessoas)

6 – Comunidade de São Miguel – Douradinho – 1942 – 05 famílias (13 pessoas)

7 – Comunidade São Paulo – Linha Gaboardi – 1944 – 21 famílias (56pessoas)

8 – Matriz São Valentim – 13/02/1944 – 960 famílias (2.400 pessoas aproximadamente)

9 – Comunidade Santo Antônio – Linha Tombo – 1946 – 08 famílias (24 pessoas)

10 – Comunidade São Pedro – 15 de Novembro – 1950 – 44 famílias (138 pessoas)

11 – Comunidade Nossa Senhora da Saúde – Vista Alegre – 1956 – 61 famílias (154 pessoas)

12 – Oratório São Roque – Linha Bigolin – 1958 – 08 famílias (23 pessoas)

13 – Comunidade Santo Antônio – 15 de Novembro – 1964 – 14 famílias (30 pessoas)

14 – Comunidade Santa Lucia – Tapir – 1970 – 10 famílias (34 pessoas)

15 – Oratório São Cristóvão – Linha 7 – 1991 – 05 famílias (17 pessoas)

16 – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Linha Canarinho – 1995 – 24 famílias (54 pessoas)