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Participantes da 38ª Romaria de N. Sra. da Santa Cruz com possibilidade de indulgência plenária do Jubileu 2025

Decreto do Bispo Diocesano de Erexim, Dom Adimir Antonio Mazali, datado do dia 12, estabeleceu que os participantes da 38ª Romaria de N. Sra. da Santa Cruz no Santuário localizado na estrada de Erechim a Aratiba, neste domingo, dia 14, festa da Exaltação da Santa Cruz, pudessem obter a indulgência plenária do Jubileu 2025, desde que cumpridas as condições costumeiras, confissão recente, participação na missa com comunhão eucarística, renovação da fé e oração nas intenções do Papa.

A Romaria foi preparada com um tríduo nos dias 11 e 12, com missa às 19h30 com renovação da fé recebida no Batismo e reconciliação pessoal, com os irmãos e com Deus e dia 13, às 15h, com unção dos enfermos a enfermos e a pessoas idosas.

A programação do dia da Romaria teve missa na cruz, às 08h, presidida pelo Pároco da Catedral, Pe. Clair Favreto; já durante a missa até o começo da tarde, confissões por diversos padres e bênçãos por Diáconos; via-sacra às 09h15; terço meditado e consagração das famílias, às 10h30; celebração penitencial às 11h30; bênção dos alimentos e almoço com o que cada romeiro levou, às 12h; história da devoção, às 12h30; adoração e bênção com o Santíssimo, às 13h; procissão e missa, às 14h presidida pelo vigário geral da Diocese, Monsenhor Agostinho Francisco Dors, concelebrada pelo Pe. Clair, com a participação de alguns diáconos e muitos ministros.

No final da celebração, foram lidos o decreto do Bispo de ereção canônica (oficialização) e o do estatuto do Santuário N. Sra. da Santa Cruz.

No contexto do Jubileu 2025 “Peregrinos de esperança” o tríduo e a Romaria tiveram como tema: Com Nossa Senhora da Santa Cruz e Santa Dorothea, peregrinos de esperança. Lema: “A esperança não decepciona!” (Rm 5,5).

O início da manhã da Romaria foi com tempo muito favorável, de sol esplêndido. Porém, perto do meio-dia, nuvens encobriam o céu. Pelas 13h, houve chuva intensa e logo depois mais fraca até o final da missa. Muitos romeiros que aguardavam o início da procissão ou em longa fila para a confissão abrigaram-se em suas conduções ou retornaram imediatamente.

O Pe. Gladir Pedro Giacomel, até o presente capelão do Santuário e agora Reitor, não participou da Romaria porque está no Hospital São Vicente de Passo em Passo Fundo em recuperação de cirurgia para substituição de válvula do coração implantada há mais tempo. A data da cirurgia dependia do médico e, independentemente da vontade do Padre, coincidiu com a Romaria.

A homilia do Monsenhor Agostinho

Iniciou recordando o tema e o lema da Romaria – Com Nossa Senhora da Santa Cruz e Santa Dorothea, peregrinos de esperança; A Esperança não decepciona! (Rm 5,5)

Lembrou alguns aspectos históricos da devoção a N. Sra. da Santa Cruz ligada à senhora Dorothéa Menegon Farina, cujo esposo e filhos residiam naquela localidade, que se tornou local de peregrinação, oração e devoção. Ela faleceu aos 29 de maio de 1988. Em 14 de setembro daquele ano, foi realizada a primeira romaria e em 5 de maio do ano seguinte foi iniciada a construção do santuário. Por decreto do bispo, o santuário teve sua ereção canônica (oficialização) com estatuto próprio. Assim, no território da Diocese são 3 os santuários devidamente erigidos: Nossa Senhora da Salete de Marcelino Ramos, Nossa Senhora de Fátima de Erechim e o daqui. Três locais de intensas peregrinações e celebrações dos sacramentos da Eucaristia, Reconciliação e Unção dos Enfermos. Monsenhor Agostinho prosseguiu ressaltando que a romaria se realiza sempre no dia 14 de setembro, festa da Exalação da Santa Cruz. Referiu-se à natureza do mistério da Cruz do Cristo Redentor, do qual sua e nossa Mãe participou profundamente, permanecendo firme junto a seu Filho crucificado. Observou que a Cruz não é vista como símbolo de sofrimento, mas de redenção. É o trono sagrado de Cristo. Dela brota a vida nova. O presidente da celebração destacou as cruzes do nosso tempo, as dores e os sofrimentos de tantos irmãos e irmãs: doença, injustiça, desprezo, ódio, vingança, violência, discriminação, fome, divisões, guerras, falta de amor, brigas familiares e tantas outras…. Cristo veio ao encontro da humanidade sofredora com supremo amor. Monsenhor desejou que Maria ajude a todos a carregar as próprias cruzes e a nunca desanimar, alimentando a esperança de peregrinos. Referiu-se às leituras e ao evangelho da celebração. Citou algumas recomendações da senhora Dorothéa: cultivar a união com a Igreja, a devoção ao Santíssimo Sacramento e procurar a confissão; formar crianças e jovens na fé e na participação na igreja; rezar o terço e consagrar as famílias, receber a comunhão. Suas mensagens enfatizam a paz, a oração contínua, a renovação da fé, a vida comunitária, a frequência aos sacramentos, ao cuidado e atenção com a família. Monsenhor, lembrando o Ano Jubilar e o Mês da Bíblia, concluiu exortando a todos a ser Igreja sinodal, de comunhão, participação e missão, a buscar a reconciliação, construindo laços de fraternidade e comunhão, vivendo  a caridade, o serviço, a gratidão, alimentando a fé para serem peregrinos de uma Esperança que não decepciona: Jesus Cristo!  

Íntegra da homilia de Monsenhor Agostinho Francisco Dors, do Decreto de ereção canônica do Santuário e o de seu estatuto.

A homilia

38ª Romaria de Nossa Senhora da Santa Cruz – 14 de setembro de 2025

Tema: Com Nossa Senhora da Santa Cruz e Santa Dorothea, peregrinos de esperança.

Lema: A Esperança não decepciona! (Rm 5,5)

         Caros romeiros desta trigésima oitava Romaria neste santuário dedicado a Nossa Senhora da Santa Cruz. Como nos diz um canto mariano: “em procissão, em romaria, romeiro ruma para a casa de Maria”. Estamos numa casa dedicada a Maria, num terreno dedicado a Maria, trazendo presente uma história de longos anos vivida na inspiração de Nossa Senhora pela vidente Dorothea e que, alimentada pela devoção a Nossa Senhora da Santa Cruz, tornou-se uma história comunitária, de cultivo da fé, de celebração da vida, da esperança cristã, de corações agradecidos e, em tudo, uma história da procura sincera e decisiva de viver no seguindo os passos de Jesus. Ele é a razão de nossa esperança, Ele é que dá sentido à nossa devoção a Maria.

         Saúdo o Pe. Clair Favreto, pároco da Catedral São José, saúdo os demais padres que estão aqui e os que estão ainda atendendo as confissões, saúdo os Diáconos e Ministros Extraordinários da Eucaristia, coroinhas, Membros da Comissão de Leigos do Santuário, familiares da Vidente Dorothea, Romeiros da Diocese de Erexim e de outras dioceses tanto do Rio Grande do Sul como de outros Estados, ouvintes da Rádio Cultura FM, Rádio Aratiba FM, os que nos acompanham pelas redes sociais. Saudação a todas as famílias.

Aos 29 de maio de 1988, a vidente Dorothea Menegon Farina faleceu. E, aos 14 de setembro de 1988 (mesmo ano do falecimento), já aconteceu a primeira romaria. Em 5 de abril de 1989, houve o início da obra do Santuário. Assim a história foi acontecendo com a participação,  colaboração e o empenho de muitas pessoas. Graças ao trabalho dedicado, à persistência de todos os colaboradores e aos peregrinos, hoje, estamos celebrando os 38 anos de romaria. Mas, nesta trigésima oitava Romaria, manifestamos também uma alegria maior, pois acontece também a oficialização deste lugar como “Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz”, por decreto de Nosso Bispo Diocesano Dom Adimir. O Decreto será lido no final de nossa missa. Sendo assim, em nossa Diocese, temos agora três Santuários oficiais: Nossa Senhora da Salete de Marcelino Ramos, Nossa Senhora de Fátima de Erechim e o Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz aqui localizado. Três locais de intensas peregrinações e celebrações dos sacramentos da Eucaristia, Reconciliação e Unção dos Enfermos.

Nossa Senhora da Santa Cruz. …. Preservai….

Esta Romaria em honra a Nossa Senhora da Santa Cruz acontece sempre no dia que nós celebramos a Exaltação da Santa Cruz. É uma festa litúrgica que nos convida a contemplar o mistério do sofrimento e da redenção. É na cruz de Cristo que está nossa salvação, vida e esperança. A cruz é fonte de graça, força e libertação verdadeira. Esta celebração aconteceu inicialmente em Jerusalém em 335 e, hoje, na igreja do mundo inteiro. A Festa da Exaltação da Santa Cruz, um dia em que contemplamos não um símbolo de sofrimento, mas de vitória, de amor e de vida. A cruz de Cristo não é sinal de derrota, mas o trono do Rei que se entregou por amor. Somos convidados a olhar para o Crucificado e a deixar que sua entrega transforme a nossa vida.

Maria não fugiu da cruz. Esteve aos pés da Cruz e testemunhou o mistério profundo do sofrimento de Cristo, permaneceu firme na fé e na esperança. O fato de ela estar aos pés da cruz faz dela um modelo para nós, exemplo de fidelidade e coragem diante das dificuldades da vida.

Falar da cruz, é trazer presente todas as cruzes do nosso tempo. As dores e os sofrimentos nossos e de nossos irmãos e irmãs espalhados pelo mundo inteiro. A cruz da doença, da injustiça, do desprezo, do ódio, da vingança, da violência, da discriminação, da fome, da divisões, das guerras, da falta de amor, das brigas familiares e tantas outras…. 

Nesta Romaria, queremos partilhar com Nossa Senhora, a mãe daquele que venceu pela Cruz, as nossas dores e sofrimentos. Que ela interceda junto ao seu filho as graças necessárias para termos forças para carregar nossas cruzes e nunca desanimar, alimentando nossa esperança, como peregrinos de esperança.

Deus vem ao encontro da humanidade com supremo amor! com a participação ativa de Maria, Deus, ao fazer-se humano em Jesus, aceitou partilhar a nossa humanidade, tornou-se servo dos seres humanos, e, crucificado, entregou sua vida para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A liturgia de hoje nos convida a contemplar a cruz de Jesus, a cruz redentora, a cruz, grande sinal de vida, a cruz da vitória sobre a morte, a cruz da ressurreição.

         Irmãos e irmãs, somos Igreja, comunidade de fé, enviada ao mundo para continuar a obra de Jesus. Nossa missão é levar Jesus e o projeto do Reino de Deus às pessoas. Nosso encontro com o Senhor Jesus e sua mãe, aqui com o título de Nossa Senhora da Santa Cruz, sempre nos transforma, renova e fortalece como peregrinos de Esperança.

         Olhemos para as leituras bíblicas de hoje:

Na primeira leitura, do Livro de Números, o texto apresente o povo que murmura no deserto: queixa-se de Deus e de Moisés. Não consegue enfrentar as dificuldades do caminho e coloca a culpa em Deus. Deus permite a provação com serpentes venenosas, mas oferece a salvação: uma serpente de bronze é levantada, e quem a olha com fé é curado. Podemos dizer que é um anúncio profético da Cruz de Cristo, que seria erguida séculos mais tarde, tornando-se fonte de vida para toda a humanidade. Desse texto tiramos uma lição: Deus educa o seu povo. Mesmo quando erramos, Ele nos oferece caminhos de cura e vida. A serpente de bronze antecipa a cruz de Cristo.

A segunda leitura, da carta de São Paulo aos Filipenses, apresenta o hino cristológico, que nos ajuda a compreender o caminho de Jesus, o significado das suas opções, o sentido da sua vida, da sua paixão, morte e ressurreição. Jesus veio ao encontro dos homens e entrou no mundo para nos elevar à grandeza de Deus. Caminhou no meio dos homens, teve fome e frio, experimentou o cansaço e a dor, chorou e irritou-se, aproximou-se dos pecadores e malditos. Foi condenado à morte de cruz. Abraçou o mundo, não a partir de um trono, mas dessa cruz, E Deus ressuscitou-O e exaltou-O, dando-lhe razão e confirmando a verdade da vida que Ele viveu e da proposta que Ele veio fazer-nos. Jesus nos ensina o caminho do amor e do serviço como forma de viver com sentido.

No texto do Evangelho, João contempla o amor de um Deus que não hesitou em enviar ao mundo o seu Filho, o seu único Filho, para apresentar aos homens uma proposta de felicidade plena, de vida definitiva. Jesus, o Filho, fez da sua vida um dom, até à morte na cruz, para mostrar aos homens o “caminho” da vida eterna. É preciso continuamente tomar consciência desse amor, agradecer por esse amor, aceitar que esse amor indique o caminho que devemos percorrer e a forma como devemos viver. A cruz é a expressão suprema do amor de Deus por nós. Quem crê nesse amor, tem a vida eterna.

Querido romeiros:

Algumas indicações breves a partir do testemunho da vidente Dorothea:

– O povo tem que se unir mais à Igreja, ao Santíssimo Sacramento e procurar o Sacramento da Confissão.

– É preciso formação para crianças e jovens a fim de entenderem o sentido da fé e da importância de estar na igreja.

– Pede a oração do terço e a consagração das famílias. Os pais não podem perder a autoridade.

– Receber a comunhão me traz imensa alegria, força e disposição, parece que tudo o que é ruim desaparece. É uma alegria que não tem como contar…

As mensagens trazem um apelo à paz, à oração contínua, à renovação da fé, à vida comunitária, à frequência aos sacramentos, ao cuidado e atenção com a família.

 Celebrando o Ano Jubilar, Peregrinos de Esperança; o mês dedicado à Bíblia, Palavra onde encontramos consolo e luz para enfrentar nossos desafios e sofrimentos; o convite a sermos uma igreja sinodal, de comunhão e participação; vivendo essa romaria apresentemos com Nossa Senhora da Santa Cruz, nossa disponibilidade de buscar a reconciliação, construindo laços de fraternidade e comunhão, vivendo  a caridade, o serviço, a gratidão, alimentando nossa fé para sermos peregrinos de uma Esperança que não decepciona: Jesus Cristo!

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– O decreto de ereção canônica do santuário

Prot. Nº: 04/2025

DECRETO DE EREÇÃO CANÔNICA DO

SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DA SANTA CRUZ

Os Santuários, nos quais se venera, por especial razão, um título particular da Santíssima Virgem Maria, e para os quais concorrem numerosos fiéis em peregrinação, devem ser promovidos como centros de vida espiritual (cf. Cân. 1230-1234).

Atendendo à piedade e devoção do povo fiel a Nossa Senhora da Santa Cruz, manifestada ao longo dos anos na comunidade situada na Rodovia RS 420, Lajeado Paca, onde se eleva um templo digno e frequentado por numerosos fiéis e peregrinos que ali buscam conforto espiritual, a celebração da Eucaristia e da Reconciliação, o anúncio da Palavra de Deus e a intercessão da Virgem Maria;

Considerando o parecer favorável do Rev.mo Pe. Gladir Pedro Giacomel, Capelão do Santuário, as manifestações da Comissão do Santuário e dos familiares da sra. Dorothéa Farina;

Tendo ouvido o Conselho Presbiteral e o Colégio dos Consultores em reunião ordinária no dia 12/03/2025 e do Clero da Diocese no dia 20/05/2025;

E em conformidade com os cânones 1230 a 1234 do Código de Direito Canônico,

DECRETO

Art.

Fica erigido, na forma do direito, como Santuário, o templo dedicado a Nossa Senhora da Santa Cruz, situado na comunidade Lajeado Paca, pertencente à Paróquia da Catedral São José, Diocese de Erexim/RS.

Art.

O Santuário será dedicado à promoção da devoção à Santíssima Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Santa Cruz, constituindo-se como lugar de evangelização, piedade popular, escuta da Palavra de Deus, celebração dos sacramentos da Eucaristia, Reconciliação, Unção dos Enfermos e acolhimento aos peregrinos.

Art.

O Santuário gozará dos direitos e deveres próprios previstos pela legislação canônica, especialmente os cânones 1230 a 1234 e demais normas diocesanas, sendo dotado de personalidade jurídica pública eclesiástica.

Art.

O Reitor do Santuário será nomeado pelo Bispo diocesano, e exercerá seu ofício conforme o Direito Canônico, as orientações do presente Decreto e os Estatutos próprios aprovados.

Art.

§1 A administração espiritual, pastoral e econômica do Santuário será regida pelos Estatutos próprios, devendo o Reitor prestar contas periodicamente à Cúria Diocesana.

§2 A documentação fiscal, os extratos bancários e outros deverão ser entregues mensalmente na Cúria Diocesana, no setor da Contabilidade, de acordo com as normas de legislação canônica e civil.

Art.

O território do Santuário compreende:

·                    o templo principal;

·                    o pátio e áreas externas destinadas à acolhida de fiéis;

·                    demais bens vinculados à finalidade do Santuário e os de propriedade registrada em nome da Mitra Diocesana de Erexim no Cartório de Registro de Imóveis de Erechim, matrícula nº 53.925, livro 02, Fls. 01, área de 25.000,00m² e matrícula nº 28.456 Livro 02 Fls. 04v com área de 16.000,00m².

Art.

 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação e deverá ser publicado nos meios oficiais da Diocese, comunicado às paróquias e santuários, e afixado em local visível no Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz e na Catedral São José.

Dado e passado sob o sinal do nosso selo em nossa Cúria Diocesana.

Erechim, 14 de setembro de 2025

Dom Adimir Antonio Mazali – Pe. Antonio Valentini Neto

Bispo Diocesano de Erexim   – Chanceler

*********************************.

Estatuto Canônico do Santuário

 

CAPÍTULO I — DA NATUREZA E FINALIDADE

          Art. 1º O Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz é uma igreja especialmente designada pelo Bispo Diocesano como lugar de peregrinação e de intensa vida litúrgica e pastoral, devotado à Santíssima Virgem Maria sob o título de “Nossa Senhora da Santa Cruz”, para a edificação espiritual do Povo de Deus.

Art. 2º A finalidade principal do Santuário é promover:

I.       a evangelização através da piedade mariana, da escuta da Palavra de Deus, da celebração dos sacramentos da eucaristia, da reconciliação e da unção dos enfermos, somente;

II.      a prática da caridade e da misericórdia, especialmente para com os pobres e os peregrinos;

III.     a promoção da devoção à Virgem Maria como sinal de salvação, reconciliação e esperança para o povo cristão;

IV.     a acolhida dos fiéis em busca de oração, perdão e orientação espiritual

§ único — Conforme costume historicamente estabelecido, no Santuário permanece vetada a comercialização de objetos religiosos, de alimentos e afins em vista da obtenção de lucro. Obs.: surgindo pedidos específicos por imagens, tais custos deverão ser tratados caso a caso com o Reitor ou responsável.

 

CAPÍTULO II — DA AUTORIDADE ECLESIÁSTICA E DO REITOR

 

Art.

O Santuário está sob a autoridade eclesiástica do Bispo Diocesano, a quem compete erigi-lo, aprovar os estatutos, supervisionar sua atividade pastoral e nomear o Reitor.

 

Art.

4º O Reitor é um presbítero nomeado pelo Bispo Diocesano, com mandato determinado ou indeterminado, conforme a prudência pastoral.

Art.

Compete ao Reitor:

I.                   zelar pela fidelidade doutrinal, litúrgica, histórica e pastoral do Santuário;

II.                coordenar as celebrações, as peregrinações e demais expressões da piedade popular;

III.              organizar e orientar o conselho de assuntos econômicos, os agentes de pastoral, bem como os voluntários, auxiliando na formação dos mesmos e a comunicação oficial do Santuário nas suas redes sociais;

IV.             garantir a conservação dos bens do Santuário e gerir, com transparência e zelo, os recursos conforme as normas canônicas e civis aplicáveis;

V.                 apresentar anualmente ao Bispo Diocesano relatório pastoral e financeiro do Santuário.

CAPÍTULO III — DOS LIMITES TERRITORIAIS

 

Art.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Santuário compreende:

I.                   o templo principal com seus anexos;

II.                o pátio, áreas externas destinadas à acolhida dos peregrinos, vias-sacras, espaços pastorais;

III.              todas as construções e terrenos, sejam os devidamente registrados em nome da Mitra Diocesana de Erexim no Cartório de Registro de Imóveis de Erechim, matrícula nº 53.925, livro 02, Fls. 01 área de 25.000,00² e matrícula nº 28.456 Livro 02 Fls. 04v com área de 16.000,00m², sejam outros que carecem de regularização.

§ Único Quaisquer alterações nos limites físicos do Santuário deverão ser autorizadas pelo Bispo Diocesano.

CAPÍTULO IV — DO REGIME ADMINISTRATIVO E DOS BENS

 

Art.

O Santuário possui personalidade jurídica canônica pública, conforme Decreto 04/2025, estando subordinado às normas do Código de Direito Canônico e das orientações diocesanas relativas à administração de bens eclesiásticos.

Art.

Os bens do Santuário são eclesiásticos e estão sob a vigilância do Bispo Diocesano, sendo sua administração ordinária de responsabilidade do Reitor.

 

Art.

Para os atos de administração extraordinária (como alienação de bens, contratos acima de determinado valor, obras de grande porte), requer-se a prévia autorização do Bispo Diocesano, observadas as determinações canônicas (cf. Cân. 1291-1295).

 

Art.

10º O Reitor deverá constituir um Conselho Econômico consultivo, formado por fiéis idôneos, para assessorá-lo na gestão dos bens, na transparência administrativa e na apresentação de relatório financeiro anual ao Bispo Diocesano.

 

Art.

11º As receitas ordinárias e extraordinárias do Santuário deverão ser utilizadas exclusivamente para:

I.                   a manutenção das atividades pastorais, litúrgicas e do serviço dos padres/diáconos;

II.                a conservação e ampliação das instalações do Santuário;

III.              a assistência aos pobres e necessidades da Igreja local, sobretudo as vocações;

IV.             as contribuições determinadas pelo Bispo Diocesano conforme o Cân. 1263.

CAPÍTULO V — DISPOSIÇÕES FINAIS

 

Art.

12º Este Estatuto entra em vigor após sua aprovação pelo Bispo Diocesano e deverá ser revisado sempre que necessário, a critério do Ordinário ou por proposta do Reitor.

Art.

13º Os casos omissos serão resolvidos à luz do Direito Canônico, das determinações diocesanas e do discernimento pastoral do Bispo Diocesano.

Assim estabelecemos e ordenamos estas normas, que deverão ser fielmente observadas por todos os que fazem parte do Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz.

Revogam-se todas as disposições em contrário. Publique-se. Arquive-se.

Dado e passado em Erechim, na Cúria Diocesana, aos 14 dias do mês de setembro de 2025.

Dom Adimir Antonio Mazali                 

Bispo Diocesano de Erexim

Antonio Valentini Neto

Chanceler

 

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