Em sua terceira reunião do ano, segunda-feira, dia primeiro deste mês de setembro, no Centro Diocesano de Pastoral e Administração, a Coordenação da Ação Evangelizadora da Diocese de Erexim retomou encaminhamentos para a 15ª Assembleia, adiada deste ano para o próximo.
O adiamento se deve ao fato de que ela definiria o próximo Plano Diocesano da Ação Evangelizadora a partir das Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil que seriam aprovadas pela CNBB em sua Assembleia em abril deste ano, mas foi adiada para 2026.
Na reunião, os participantes avaliaram e fizeram ajustes à programação feita se fosse para o ano em curso.
Equipe de coordenação da Assembleia e atribuições
A equipe de coordenação da assembleia é a da coordenação diocesana e suas atribuições seguem sendo: encaminhar a avaliação nas diversas instâncias, acompanhar as reuniões das Áreas e das Pastorais com sua síntese; elaborar pré-projeto a ser levado à assembleia; definir cronograma, responsabilidades e coordenar a assembleia; redigir o novo Plano a partir da assembleia a ser analisado em reunião do Conselho Diocesano no dia 17 de outubro do próximo ano para aprovação final do Bispo.
Caminhos da missão, texto bíblico iluminador, símbolo e método
Diante da complexidade da realidade marcada pelo avanço da secularização e das doutrinas e práticas religiosas que mais satisfazem as pessoas, o projeto das Diretrizes da Igreja no Brasil aponta 4 caminhos da missão: : a) a Iniciação à Vida Cristã; b) as Comunidades de Discípulos Missionários; c) a Liturgia e piedade popular; d) o Cuidado das fragilidades: das pessoas e da Casa Comum.
O texto bíblico iluminador é o de Atos dos Apóstolos (2, 42-27) que descreve as primeiras comunidades cristãs: perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão (eucaristia) e nas orações, com os apóstolos realizando muitos sinais e prodígios.
Foi escolhido um símbolo para o processo de preparação e realização da Assembleia, a tenda com o Pão e a Palavra. O método será ver-discernir-agir.
Participantes e data da Assembleia
Serão 166 entre padres, diáconos, seminaristas, representantes dos religiosos, das pastorais e movimentos, cúria e conselho econômico diocesano. Será realizada no dia 31 de julho, das 19h às 22h e no dia primeiro de agosto, das 08h às 17h, no Centro de Eventos do Seminário/Santuário N. Sra. de Fátima. (Com relatório da reunião elaborado pelo Pe. Jair Carlesso)
COORDENAÇÃO DIOCESANA DA AÇÃO EVANGELIZADORA
1º/09/2025
1. Acolhida, oração e memória da reunião anterior: o Pe. Jair Carlesso acolheu os presentes e motivou um momento de oração à luz de Lc 4,16-21. Na sequência, fez-se memória da reunião anterior através da apresentação do relatório da mesma, ocorrida em 09/06/2025, na qual foram tratados diversos assuntos, dentre os quais os encaminhamentos para a 15ª Assembleia Diocesana.
2. 15ª Assembleia Diocesana da Ação Evangelizadora: considerando a alteração para 2026 a data da realização da 15ª Assembleia Diocesana da Ação Evangelizadora, retomou-se a programação feita para 2025 e ajustou-se para o próximo ano. Foram revisados e atualizados os seguintes aspectos:
I. Preparação da 15ª Assembleia Diocesana
1.1 – Equipe de coordenação e atribuições: seguem os aspectos já definidos, ou seja: que a Assembleia seja conduzida pela Coordenação Diocesana da Ação Evangelizadora. Essa equipe tem a tarefa de conduzir o processo, significando concretamente: a) encaminhar a avaliação nas diversas instâncias; b) acompanhar as Reuniões de Área e das Pastorais e depois fazer a síntese diocesana; c) à luz da avaliação, elaborar um pré-projeto para ir à Assembleia Diocesana; d) definir o cronograma, responsabilidades e coordenar a Assembleia; e) fazer o relatório da mesma; f) a partir das indicações da Assembleia, fazer a redação do Plano Diocesano, encaminhando-o para a aprovação.
1.2 – Texto bíblico iluminador: o nosso tempo é marcado pelo avanço da secularização, sendo a “desinstitucionalização da vida como um todo” e a “individualização” duas características cada vez mais presentes. Em termos religiosos, o indivíduo está sendo cada vez mais o critério de regulação das crenças. Em vez de acolher a Palavra de Deus e o ensinamento da Igreja, as pessoas escolhem doutrinas e práticas que melhor satisfazem sua vontade subjetiva.
Diante deste quadro, cada vez mais complexo, o Instrumentum Laboris das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, incorporando os indicativos do Documento Final do Sínodo (2022-2024), aponta quatro caminhos da missão, compreendidos como prioridades a serem trabalhadas na ação evangelizadora: a) a iniciação à vida cristã; b) as Comunidades de discípulos missionários; c) a Liturgia e piedade popular; d) o Cuidado das fragilidades: das pessoas e da Casa Comum.
Considerando isto, propomos o relato de At 2,42-47, um retrato das primeiras comunidades cristãs, como texto iluminador do processo de realização da 15ª Assembleia Diocesana da Ação Evangelizadora. O relato apresenta a vida da comunidade cristã depois de Pentecostes. Não se trata de fatos isolados, mas de ações permanentes. A palavra-chave é “eram perseverantes” (v.42a), indicando uma prática constante, fortalecida no Pentecostes em quatro aspectos:
1º) eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos (v.42b): o conteúdo do ensinamento dos apóstolos era a lembrança dos Atos e Palavras de Jesus (At 1,1) e a releitura de toda a Bíblia na perspectiva de Jesus; a Escritura e a Palavra de Jesus indicavam como a comunidade devia viver e o que devia fazer;
2º) eram perseverantes na comunhão fraterna (v.42c): a Palavra suscitava comunhão, koinonia que imprimia uma identidade à comunidade cristã, diferenciando-a de outros grupos sociais; a koinonia expressa a união dos cristãos baseada na mesma fé e no mesmo projeto de vida; essa comunhão tinha uma dimensão subjetiva: “tinham um só coração e uma só alma” (4,32) e uma dimensão objetiva: tudo era repartido entre eles conforme as necessidades de cada um (2,45; 4,35) e não havia necessitados entre eles (4,34);
3º) eram perseverantes na fração do pão e nas orações (v.42d): por “fração do pão” entende-se a Eucaristia, não celebrada no templo, mas nas casas: “partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração” (v.46); além disto, a comunidade cristã continuava participando das orações no templo (v.46);
4º) os apóstolos realizavam muitos sinais e prodígios (2,43): eles “davam testemunho da ressurreição do Senhor e todos tinham grande aceitação” (4,33); eram continuadores da prática de Jesus, sendo uma comunidade aberta a todos (2,47).
Na Igreja Primitiva ocorria um processo: primeiro, a pessoa era evangelizada mediante o anúncio e a acolhida da Palavra de Deus (At 2,14ss); a Palavra de Deus acolhida gerava a fé (At 4,4); depois a pessoa era batizada (At 8,26-40); e, então, inserida na comunidade cristã, como seguidora de Cristo (At 2,42-47).
Achou-se importante ter uma imagem, um símbolo para ajudar no processo de preparação e na realização da Assembleia, que possa ajudar a rezar, fazer memória, refletir, estudar. Optou-se pela imagem da Tenda, com o Pão e a Palavra!
1.3 – Princípios orientadores: princípios orientam as ações, conduzem o processo, desde a preparação da Assembleia, sua realização e sua implementação. Levando em conta a Palavra de Deus e o Magistério da Igreja, sobretudo o Instrumentum Laboris das novas Diretrizes da CNBB, optamos por cinco princípios.
1º. O discipulado: cada batizado, membro da Igreja, compreender-se permanentemente discípulo de Jesus; o discípulo é um aprendiz; diz o Documento de Aparecida: “A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes” (DAp 31).
2º. A sinodalidade: privilegiar o processo, a participação, que torna todo batizado corresponsável e sujeito da ação eclesial; incorporar a “metodologia sinodal” (DF 9), o caminhar juntos, como a forma de ser e de agir da Igreja.
3º. O cuidado: cuidar e ser cuidado é da essência humana; cuidar é mais do que um ato, é uma atitude, é um modo-de-ser essencial; sem o cuidado das fragilidades, o ser humano deixa de ser humano; da Casa Comum.
4º. A missionariedade: nos pensarmos como Igreja em “saída missionária” (EG 20), sendo a evangelização sua razão de ser (EN 14); é mandato do próprio Cristo: “Ide por todo mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).
5º. A comunidade: fortalecer o valor da família, a importância da comunidade de fé, a comunhão de vida, o diálogo, a benquerença, o serviço fraterno, a proximidade.
1.4 – Passos metodológicos: o processo metodológico é de fundamental importância. Com a Igreja Latino-Americana, optamos pelo método ver–discernir–agir:
1º) o ver: é a avaliação do atual plano diocesano, da ação pastoral que está sendo realizada nas comunidades, paróquias, pastorais, movimentos, organismos; importante envolver o maior número possível de pessoas; é o antes da assembleia;
2º) o discernir: é o trabalho de análise e interpretação das questões, carências, necessidades apontadas no ver, por parte dos participantes da assembleia, implicando em fazer opções por prioridades e processos a serem adotados em vista da qualificação da ação evangelizadora; é o durante a assembleia;
3º) o agir: uma vez definido o plano diocesano e aprovado pelo Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora, necessita ser conhecido, acolhido e operacionalizado por toda a igreja diocesana; implica fazer a opção pelo plano; é o depois da assembleia.
1.5 – Instrumento de Avaliação: destacou-se o que inserir: a) uma motivação para a avaliação e a importância da Assembleia; b) contemplar uma fundamentação a respeito do tema da sinodalidade e os caminhos que as novas Diretrizes da CNBB estão dando; d) inserir os elementos acima citados; e) foi salientado que as questões necessitam ser claras, simples, de fácil compreensão; por isso, elas necessitam ser revistas; f) ser impresso em gráfica.
1.6 – Processo de avaliação e mini-assembleias: sobre isso definiu-se: a) encaminhar o Instrumento de Avaliação às Paróquias, Pastorais, Movimentos e Organismos na 2ª Reunião do Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora a ser realizada em 29/11/25; b) em cada Paróquia: 1º) o padre ouvir todas as Comunidades a respeito da avaliação diocesana, a partir das 4 questões; 2º) reunir o Conselho Paroquial de Pastoral e fazer a avaliação paroquial a partir da escuta anterior; c) fazer a Mini-Assembleia na 2ª Reunião de Área 2026; d) fazer uma Mini-Assembleia das Pastorais, Movimentos e Organismos até o final de maio.
II. A 15ª Assembleia Diocesana:
2.1 – Participantes da Assembleia: definiu-se os participantes conforme quadro abaixo:
I | – padres diocesanos (38); padres religiosos (5); diáconos (20); religiosas (3), seminaristas (3) | 69 |
II | – paróquias (2 representes x 30) | 60 |
III | – pastorais e movimentos (1 represente x 23): Pascom; Carcerária; Criança; Educação; PJ; PPI; Batismo; Migrante; Dízimo; Coroinhas; Saúde; Apostolado; Zeladoras; CLJ; Caritas; CDL; IAM; MESCE; RCC; TH; MOF; ALMABER; MC; | 23 |
IV | – pastorais, movimentos (2 representes x 5): ABC; PF; ECC; Cursilho A e J; MCJ | 10 |
V | – cúria diocesana (3) e conselho econômico diocesano (1) | 4 |
Total | 166 |
2.1 – Data da 15ª Assembleia: 31/07 e 1º/08/2026
– dia 31/07/26: das 19:00 às 22:00 horas
– dia 1º/08/26: das 08:00 às 17:00 horas
2.2 – Redação e aprovação do 15º Plano Diocesano: após as definições da Assembleia Diocesana, a equipe fará a elaboração do 15º Plano Diocesano da Ação Evangelizadora. Essa redação, com os devidos ajustes, deverá ser aprovada pelo Conselho Diocesano em 17/10/2026.
Sendo o que foi tratado, redigi o presente relatório.
Pe. Jair Carlesso.



