Programação preparatória para o cinquentenário da inauguração segue até maio de 2027
A Catedral São José, de Erechim, iniciou no sábado, dia 20 de junho, o ano comemorativo que antecede os 50 anos de sua inauguração. A abertura da programação foi realizada durante missa presidida pelo pároco, padre Clair Favreto, com a participação dos vigários paroquiais, padres Gladir Pedro Giacomel e André Ricardo Lopes, além de outros sacerdotes, diáconos, ministros, lideranças, religiosas, coroinhas e fiéis.
A atual Catedral foi inaugurada em 15 de maio de 1977, em celebração presidida pelo então arcebispo de Porto Alegre, Dom Alfredo Vicente Cardeal Scherer, e concelebrada pelo primeiro bispo da Diocese de Erexim, Dom João Aloysio Hoffmann. O jubileu de 50 anos será celebrado em maio de 2027.
Durante a celebração que marcou o início do ano comemorativo, padre Clair apresentou um histórico da presença da Igreja Católica em Erechim e da evolução das construções religiosas que antecederam a Catedral. Ele recordou que a chegada da estrada de ferro, em 1910, favoreceu a vinda de migrantes europeus, que trouxeram consigo a tradição católica. A primeira missa na localidade foi celebrada em 1911, em uma casa próxima à estação férrea.
A primeira capela católica da comunidade foi inaugurada em 13 de junho de 1913, por iniciativa da pioneira Elisa Vacchi. Dois anos depois, em 1915, foi construída uma igreja maior na Avenida Maurício Cardoso. Em 19 de agosto de 1919, foi criada a Paróquia São José, então denominada Paróquia de Boa Vista do Paiol Grande, tendo São José como padroeiro.
O crescimento da comunidade levou à construção da igreja matriz de alvenaria, concluída em 1935. Com o passar dos anos, porém, o templo passou a apresentar problemas estruturais e já não comportava o número de fiéis. Ao mesmo tempo, ganhava força a perspectiva de criação da Diocese de Erexim, tornando necessária a construção de uma igreja maior.
Após consulta popular realizada em 1968, que recebeu ampla aprovação da comunidade, foram iniciados os preparativos para a nova obra. Em 1969 começaram os trabalhos de demolição da antiga matriz e a construção da atual Catedral. A cripta foi inaugurada em 1970 e serviu como local das celebrações até a conclusão do novo templo.
A criação da Diocese de Erexim ocorreu em 1971, enquanto a construção da Catedral avançava com recursos obtidos por meio de promoções, rifas e contribuições dos paroquianos. O templo foi concluído e inaugurado em 15 de maio de 1977, passando a ser a igreja-mãe da Diocese.
Na celebração de sábado também foram entronizadas uma pequena imagem de São José e a vela comemorativa do cinquentenário, acesa por um dos ex-párocos da Catedral São José.
Ao recordar a trajetória da comunidade, padre Clair também apresentou um levantamento histórico dos párocos e vigários que atuaram na paróquia ao longo dos mais de cem anos de existência. Desde sua criação, em 1919, a Paróquia São José contou com 17 párocos e 58 vigários paroquiais. Entre os párocos com maior tempo de atuação estão os padres Benjamin Busatto, com 23 anos e cinco meses à frente da paróquia, Atalibo Lise, com 21 anos e 11 meses, Antonio Valentini Neto, com 14 anos, e Alvise Follador, com 10 anos de serviço.
Histórico da construção das Igrejas e do atual templo da Catedral São José
Tudo remonta a 1910, quando o então o lugar chamado Paiol Grande começou a ter acesso a outros lugares através da estrada de ferro. Com ela, fortaleceu a chegada de imigrantes, na sua maioria europeus, implantando sua cultura e, sobretudo, a fé católica. Neste sentido, a primeira missa nesta terra foi celebrada em 1911, numa casa que ficava próxima à Estação Férrea. Nesta casa, com espaço maior, também servia como estabelecimento comercial e pousada.
A primeira capela católica (capitel) da localidade, foi construída por iniciativa da pioneira Elisa Vacchi, e foi inaugurada no dia 13 de junho de 1913, em honra a Santo Antônio. A capela era de madeira com 24 metros quadrados de espaço (4 x 6) e situava-se à esquerda, no sentido Centro-bairro, da atual Rua Torres Gonçalves. A missa de inauguração foi presidida pelo padre Alberto Scheurmann, que veio de Getúlio Vargas.
Nesta mesma capela, em 21 de outubro daquele mesmo ano (1913), o bispo de Santa Maria, Dom Miguel de Lima Valverde, presidiu missa e fez a seguinte previsão: “O estábulo de Belém era pequeno e a capela que ora visito é menor ainda. Mas tenho a certeza de que dessa igrejinha surgirá um dia uma grande matriz”.
Aos poucos o povo foi frequentando aquela igrejinha e o espaço ficou pequeno.
Em 1915 houve a construção de outra igreja, esta já na avenida Maurício Cardoso, com espaço maior.
Em 30 de abril de 1918, através do decreto do Presidente do Estado do Rio Grande do Sul, Antonio Augusto Borges de Medeiros, número 2.342, foi criado o município de Erechim.
Em 19 de agosto de 1919, o Bispo de Santa Maria, Dom Miguel de Lima Valverde, criou a paróquia de “Boa Vista do Paiol Grande”, dando-lhe São José como padroeiro. Em 2018, São José foi oficializado também padroeiro do município de Erechim.
Em 1927, foi iniciada a construção da igreja “matriz” São José, de alvenaria, com 945 metros quadrados (45 x 20), concluída em 1935.
O espaço também já não dava conta da participação do povo, já se vislumbrava a criação da Diocese de Erechim e, principalmente, por apresentar problemas estruturais, como rachaduras e desprendimento do forro, conforme avaliação técnica da época, era preciso repensar a permanência da igreja.
Em 1965, conforme livro tombo 2, p.81v, tem-se as primeiras palavras do projeto da nova Igreja Matriz São José. “Foi apresentado ao bispo (Dom Claudio Colling – PF) um estudo sobre a nova igreja matriz. Em princípio foi dado parecer favorável para a ideia de fazer a igreja na esquina ocupando o terreno que na época tomado pela canônica. A igreja de acordo com essa ideia terá a forma de um leque, estreita na entrada e larga na frente. O estudo deverá ser desenvolvido pelo arquiteto para aprofundar os detalhes da obra”.
Em 1967 foi designado o Pe. Paulo Chiaramonte como pároco, que poucos dias depois renunciou. Foi nomeado, então, o Pe. Atalibo Lise. Como primeiro ato convocou o povo para escolher uma diretoria e esta foi empossada em 4 de março de 1967. Esta diretoria escolheu uma comissão de trabalho para refletir sobre o problema da Igreja. Em setembro de 1967, a diretoria recebeu o projetista da Igreja, que já havia um esboço projetado com o pároco anterior. Nesta ocasião apresentou novo projeto e os valores.
Em 1968 aprofunda-se a ideia da construção de uma nova Igreja, mas, diante da resistência de alguns, foi feita uma consulta popular. Foram distribuídos milhares de folhetos com a seguinte pergunta: o senhor está de acordo que seja construída uma nova igreja no local da atual igreja São José? Sim ou não?
Quatrocentas pessoas responderam: uma declarava-se contra, três não eram contra mas lamentavam a demolição da anterior e 396 pessoas da comunidade votaram a favor da nova igreja. A partir dali foram criadas comissões para angariar fundos e coordenar os trabalhos.
Em 18/07/1968, foi realizada a primeira reunião propriamente para dar início aos trabalhos de construção e o primeiro ato foi a decisão de demolir a casa paroquial que ficava na esquina. Foi lançado edital para a compra da casa paroquial e ninguém se manifestou. Então a comunidade Santo Antonio, Km 14, comprou a casa e construiu o clube 14. A demolição da casa paroquial iniciou em outubro de 1968.
Em 1969, Dom Claudio pediu que fosse criada uma Comissão pró-diocese. Foi marcada uma reunião onde compareceram muitas pessoas e, destas, foram criadas duas comissões: Comissão executiva (membros das paróquias) e comissão representativa (autoridades civis e militares). A posse destas comissões foi em maio de 1969.
Em maio de 1969, também teve início os trabalhos da terraplenagem e colocação das colunas e vigas da parte baixa, bem como a demolição da nave esquerda da antiga igreja.
Em 6 de junho de 1970, um ano depois, com a presença de Dom Claudio Colling, aconteceu a inauguração da cripta, isto é, da parte térrea da futura Catedral, onde seriam celebradas as missas até a inauguração da nova igreja. Até então as missas eram celebradas na Igreja do Colégio Franciscano São José.
Em 26 de abril de 1971, foram concluídos os trabalhos da segunda parte da laje da futura Catedral.
Em 1º de junho de 1971, saiu a notícia da criação da Diocese de Erechim, juntamente com Cruz Alta e Rio Grande, com data de 27 de maio e nomeação do novo bispo Dom João Aloísio Hoffmann. A instalação da Diocese aconteceu em 1º de agosto de 1971, bem como a posse do seu primeiro bispo.
Nos anos seguintes houve a elevação da estrutura da Catedral. Em 1973, a colocação do telhado, nos anos seguintes as pastilhas de revestimento externo, do forro de gesso, dos vitrais, da arte sacra e das cadeiras. Tudo feito com promoções, rifas e, principalmente, com as contribuições dos paroquianos.
Em 15 de maio de 1977, com a presença do cardeal de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer que presidiu a missa, foi inaugurado este templo, já como Catedral São José.
Construção: 19/03/1969 a 15/05/1977
Motivos:
Problemas estruturais = segurança…
Criação da Diocese = Catedral – igreja mais antiga da cidade.
Espaço maior – 20 x 45 – continha 30 colunas internas. Metragem da atual: 1.045,64m2
Novos tempos exigiam um templo funcional.
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Párocos da Paróquia São José – 1919 a 2026
Atualizado em 20/06/2026
- Pe. Vicente Testani, de 19/08/1919 a 07/04/1920 (8 meses);
- Pe. Luiz Balzarotti e Pe. Francisco Richard (padres barnabitas) atenderam a Paróquia, interinamente, de 08/04/1920 a 30/08/1920 (5 meses);
- Freis Justino Girardi, Humberto Zeller, Fidelis Kamp, Modestino Oechtering, Pancrácio (freis franciscanos que vinham da Paróquia de Barro, hoje Gaurama): atenderam de 1º/09/1920 a 21/02/1922 (1 ano e 6 meses);
- Pe. Carlos Schwergschlager, de 22/02/1922 a 08/05/1926 (4 anos e 3 meses);
- Pe. Benjamim Busatto já era vigário paroquial e ficou administrador paroquial de 09/05/1926 a 28/06/1926 (2 meses); *
- Pe. Vicente Testani, de 29/06/1926 a 26/12/1926 (6 meses);
- Pe. Benjamim Busatto, de 26/12/1926 a 24/05/1950 (23 anos e 5 meses); *
- Cônego Gregório Comassetto, de 25/05/1950 a 05/01/1959 (8 anos e 7 meses);
- Mons. Fioravante Magrin, de 06/01/1959 a 12/05/1962 (3 anos e 4 meses);
- Pe. Tarcísio Utzig, de 13/05/1962 a 12/02/1967 (4 anos e 9 meses);
- Pe. Atalibo Lise, de 13/02/1967 a 03/01/1987 (19 anos e 11 meses); **
- Pe. Girônimo Zanandréa, de 02/01/1987 a 01/01/1988 (1 ano);
- Pe. Atalibo Lise, de 02/01/1988 a 19/01/1990 (2 anos); **
- Pe. Luiz Warken, 20/01/1990 a 30/01/1998 (8 anos);
- Pe. Antonio Valentini Neto, 31/01/1998 a 28/01/2012 (14 anos);
- Pe. Alvise Follador, 29/01/2012 a 29/01/2022 (10 anos);
- Pe. Clair Favreto, 30/01/2022 a… (4 anos e 5 meses).
Curiosidades: 16 párocos; 2 párocos duas vezes.
Párocos – Longa duração
- Pe. Benjamin Busatto – 23 anos e 5 meses (+ 2 meses = administrador paroquial)
- Pe. Atalibo Lise – 21 anos e 11 meses (em dois períodos)
- Pe. Antonio Valentini Neto – 14 anos
- Pe. Alvise Follador – 10 anos
- Côn. Gregório Comassetto – 8 anos e 7 meses
- Pe. Luiz Warken – 8 anos
- Pe. Tarcísio Utzig – 4 anos e 9 meses
- Pe. Clair Favreto – 4 anos e 5 meses
- Pe. Carlos Schwergschlager – 4 anos e 3 meses
- Mons. Fioravante Magrin – 3 anos e 4 meses
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Padres vigários paroquiais – Catedral São José
Atualizado em 20/06/2026
1. Francisco Osmari (fal.)
2. Pio Busanello (fal.)
3. Egídio Marin (fal.)
4. Estanislau Pollon (fal.)
5. Ludovico Redin (fal.)
6. Albino Busatto (fal.)
7. Pe. Angelo Caietano (fal.)
8. Benjamin Busatto (fal.)
9. Lino Longo (fal.)
10. Vitório Serraglio (fal.)
11. Amélio Caovilla (fal.)
12. Santo Guerra (fal.)
13. Alcides Ferreira Leite (fal.)
14. Tiago Benziger (fal.)
15. Juliano Noal (fal.)
16. João Blaszczak (fal.)
17. Lido Liberalli (fal.)
18. Luiz Antonio Busanello (fal.)
19. João Gheno (fal.)
20. Geraldo Moro (fal.)
21. Nicodemos Moehlecke (fal.)
22. João Modkoski (fal.)
23. Antonio Tamagno (fal.)
24. Eolino Bortolanza (fal.)
25. Aquiles Jacob Klein (Laicização – fal.)
26. Milton Mattia (lar sacerdotal) 6.8.69
27. Antonio Divino Serraglio (fal.)
28. Antonio Valentini Neto (Cúria)
29. Girônimo Zanandréa (fal.)
30. Valdecir Rovani (Laicização)
31. Ivo Moehlecke (fal.)
32. Avelino Backes (fal.)
33. Valter Girelli (Campinas do Sul)
34. Valdemar Zapelini (Massaranduba)
35. Olírio Streher (Três Arroios)
36. Moacir Stieve (fal.)
37. Gabriel Zucco (fal.)
38. Jorge Elias Dall’Agnol (Carlos Gomes)
39. Lecir Barbacovi (Laicização)
40. Alvise Follador (São Valentim)
41. Maximino Tiburski (Itatiba do Sul)
42. Carlos Zorzi (Laicização – falecido)
43. Agostinho Dors (Vigário Geral)
44. Valtuir Bolzan (Benjamin C. do Sul)
45. Dirceu Dalla Rosa (Estação)
46. José Carlos Sala (Seminário de Fátima)
47. Claudino Talaska (fal.)
48. João Dirceu Nardino (Severiano de Alm.)
49. Everton Luiz Sommer (Laicização)
50. Paulo Cezar Bernardi (Barão do Cot.)
51. Cleberton Piotrowski (Laicização)
52. Anderson Faenello (Serviço Diplomático da Santa Sé)
53. André Ricardo Lopes (Catedral)
54. Maicon André Malacarne (São Cristóvão)
55. Jean Carlos Demboski (Viadutos)
56. Gladir Giacomel (Catedral)
57. Felipe Fioravante Filippini (Capo Erê)
58. André Ricardo Lopes (Catedral)