Os saletinos que atuam na Diocese de Erexim, três no Santuário da Salette e um na Paróquia em Marcelino Ramos e dois na Paróquia N. Sra. da Salette, Três Vendas, Erechim, orientaram o tempo de retiro do Bispo, padres e diáconos em preparação da Páscoa na tarde desta quarta-feira, na Capela da Reconciliação, anexa ao Santuário de Fátima em Erechim.
Após a palavra do Bispo o breve retiro, Pe. Romário Barbosa Santana, pároco nas Três Vendas, Erechim, presidiu a oração da tarde da Liturgia das Horas, salmos, breve leitura bíblica e súplica conclusiva. Pe. José Carlos Sala animou o canto desse momento e da bênção com o Santíssimo Sacramento.
Meditação sobre misericórdia e perdão
A seguir, Pe. Maurício Zagonel, do Santuário de Marcelino Ramos, apresentou reflexão sobre perdão e reconciliação. Citou retrato do padre pelo padre francês, Jean Berthier, segundo o qual é como pai comum para seus fiéis. É de se esperar que seja justo, anunciador da reconciliação. Esta é cura interior. Referiu-se às três parábolas da misericórdia do capítulo 15 do evangelho de São Lucas: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo. O pastor procura a ovelha fora do rebanho, A mulher procura a moeda dentro de casa. O filho pródigo retorno à casa da família. A reconciliação devolve a capacidade de rezar. Ela é da pessoa com Deus, consigo mesma e com a humanidade. O perdão é festa, é gesto gratuito, é humilde e não humilha, é estilo de vida. A Igreja é missionária da reconciliação.
Uma fidelidade que gera futuro
Pe. Rodolfo Benevenuto da Silva Santos, vigário paroquial nas Três Vendas, Erechim, expôs síntese da Carta Apostólica do Papa Leão XIV, “Uma fidelidade que gera futuro” de 08 de dezembro do ano passado, por ocasião dos 60 anos de dois documentos do Concilio Ecumênico Vaticano II, um sobre “A formação sacerdotal” e outro sobre “O ministério e a vida dos presbíteros”. O documento do Papa Leão XIV visa promover a consciência e a perseverança da missão, refere indagações sobre o futuro do ministério, ajuda outros a experimentar a alegria da vocação sacerdotal. Os dois documentos conciliares nasceram do mesmo respirar da Igreja durante o concílio, acentuando que o ministério deve ser sempre animado e conduzido pelo espírito de Cristo Jesus. O Papa ressalta a importância e a necessidade da formação permanente, integral, para intuir respostas aos desafios do mundo atual e viver com generosidade a graça da ordenação. Ele aborda a sinodalidade, o discernimento e prudência para o uso das mídias sociais, a fraternidade sacerdotal, o cuidado de uns pelos outros. Exorta a revigorar sempre o ministério, animado por Cristo Bom Pastor. Concluiu citando São Cura D’Ars: “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”.
Celebração da confissão
Após as duas reflexões, houve tempo para a confissão, reflexão e oração pessoal.
Bênção com o Santíssimo Sacramento
Concluído o tempo das confissões, Pe. Romário presidiu a exposição, a bênção com o Santíssimo Sacramento e as orações conclusivas da mesma.