Dia da Romaria, Domingo, 12/10/2025
Peregrinos de Esperança – A esperança não decepciona – Fazei tudo o que Ele vos disser
Tema: Com as virtudes de Maria, peregrinos de esperança!
Lema: Esperança nossa, salve!
Jubileu Das Comunidades
Homilia da Missa das 08h no Santuário – Pe. Jair Carlesso – Coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora
28º Domingo do Tempo Comum – Ano C – (Est 5,1b-2; 7,2b-3; Ap 12,1.5.13a.15-16a; Jo 2,1-11)

Estimados participantes aqui presentes e a você que reza conosco através das Rádios… e Redes Sociais, nossa cordial saudação!
Desde sexta-feira, dia 3/10, até ontem, dia 11/10, vivenciamos a Novena e, hoje, Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida, a Romaria de Fátima em Erechim. Juntamente com a Novena, a Romaria de Fátima é um grande Retiro Espiritual que temos em nossa Diocese, possibilitando a todos participarem. Romaria é caminhar com Maria em busca d’Aquele que é o sentido mais profundo de nossa vida: “Cristo Jesus, nossa esperança” (1Tm 1,1). “O Mês Missionário que estamos vivendo reforça nosso compromisso com a evangelização, incentivando-nos a olhar para Maria como modelo perfeito de discípula missionária”. Por isso o lema da Romaria deste ano: Esperança nossa, salve!
Na primeira leitura (Est 5,1b-2; 7,2b-3), contemplamos a atitude corajosa da rainha Ester, que intercedeu junto ao rei pela vida de seu povo, em perigo de ser eliminado. Ester expôs sua vida para salvar seu povo. Sua atitude nos lembra as palavras de Jesus: “O bom pastor dá sua vida por suas ovelhas” (Jo 10,11b). Desta forma, Ester prefigura Maria, que, sempre atenta, intercede continuamente por todos nós junto a Jesus. Assim, a atitude e a coragem de Ester são exemplo, mostrando-nos como devemos agir, hoje.
A segunda leitura retoma o Livro do Apocalipse (Ap 12,1.5.13a.15-16a;). A “mulher vestida de sol”, que “deu à luz um filho homem” e que enfrenta as forças do mal com absoluta confiança na proteção divina é referência a Maria. No Livro do Apocalipse, esta mulher, imagem de Maria, perseguida pelo dragão, é também imagem da Igreja que, continuamente, passa por perseguições, mas “permanece protegida e sustentada pela graça divina”.
O Evangelho deste domingo (Jo 2,1-11) apresenta Jesus e Maria nas Bodas de Caná. O que ocorreu nesta festa de casamento é sinal do que acontecia na vida do povo. Maria disse: “Eles não têm mais vinho” (v.3). Vinho é símbolo daquilo que traz alegria na vida das pessoas. Maria percebe a falta de vinho e não se conforma. Há nela uma indignação profética. Como a rainha Ester, Maria preocupa-se com o que falta para as pessoas terem uma vida digna.
Maria confia em Jesus e por isso recorre a Ele. Não é comum que um convidado num casamento assuma a responsabilidade pela festa. Com esta atitude, Maria se colocou no lugar dos noivos e assumiu, como seu, o problema deles. Sua posição é de alguém que se preocupa com a necessidade do outro, como foi com a rainha Ester, e cria um processo de solução.
Maria tinha a convicção de que vida digna, alegria, paz…, encontram-se na acolhida e na vivência da Palavra de Jesus. Por isso, fazer a vontade de Jesus é tudo o que Maria deseja. Para que os convidados pudessem voltar a ter vinho bom, alegria plena, Maria desencadeou um processo, envolvendo a todos. Entendemos, hoje, que ninguém resolve individualmente um problema! Maria levou a questão a Jesus: Eles não têm mais vinho! Depois dirigiu-se aos serventes: Fazei tudo o que Jesus vos disser! Jesus falou aos serventes: Enchei as talhas de água! Os serventes Encheram-nas até a boca! Finalmente, Jesus ordenou que levassem ao mestre-sala.
O processo desencadeado pelo Sínodo veio mostrar que é de fundamental importância caminhar juntos. Nas Bodas de Caná, Maria foi aquela que percebeu essa necessidade e, confiando plenamente em Jesus, fez com que todos se empenhassem para transformar aquela situação de falta de vinho. A água foi transformada em vinho, e vinho da melhor qualidade.
Jesus é portador de uma Palavra que, quando acolhida e vivida, transforma. Ninguém despertou tanta esperança, como Jesus. Ninguém se aproximou da dor humana de forma tão profunda como Jesus. Por isso, o Mandamento de Maria nos remete, hoje, também a Jesus: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!”.