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Informativo Diocesano Semanal (30/11/2025)

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INFORMATIVO DIOCESANO SEMANAL

ASSESSORIA DIOCESANA DE COMUNICAÇÃO

www.diocesedeerexim.org.br E-mail: curia@diocesedeerexim.org.br

Fone/Fax: (54) 3522-3611

Ano 29 – nº. 1.528 – 30/11/2025

Algumas atividades da semana:

– Crismas, neste domingo, na Paróquia São Francisco de Assis, Bairro Progresso, Erechim, às 09h, com admissão às ordens sacras de João Rambo, candidato ao Diaconato Permanente.

– Reunião dos representantes paroquiais do Apostolado da Oração, segunda-feira, às 08h30, no Auditório São José.

– Reunião dos Bispos do Rio Grande do Sul, Regional Sul 3 da CNBB, de segunda-feira a quinta-feira, em Bagé.

– Encerramento do Curso de Teologia de Erechim, segunda-feira, às 19h30, no Auditório São José.

– Conclusão do curso de servidores de Erechim com missa no Santuário N. Sra. de Fátima, terça-feira, às 19h30.

– Visita Pastoral na Paróquia São Pedro, Erechim, sábado às 14h e às 18h; domingo, às 09h.

Bispo Diocesano de Erexim emite nota de solidariedade aos atingidos pelo temporal de granizo no Alto Uruguai Gaúcho:

Segunda-feira, dia 24, Dom Adimir Antonio Mazali, em nota em nome da Diocese, expressou solidariedade a todos os atingidos pelo temporal de granizo ocorrido na véspera pelas 16h40, com danos materiais de grandes proporções em residências, espaços de trabalhos urbanos e propriedades rurais, causando sofrimento a elevadíssimo número de pessoas. Motivou a todos a elevar o olhar a Deus neste momento de provação, na certeza de que ele não abandona o seu povo. Lembrou que, como discípulos de Cristo, todos são chamados a viver a solidariedade concreta, estendendo a mão aos que mais necessitam, cada um colaborando conforme suas possibilidades, na reconstrução daquilo que foi destruído. Pediu a união de todos na oração e na partilha para ninguém enfrentar sozinho as dificuldades do atual momento. Desejou que a esperança ajude a todos a enxergar além da dor e a acreditar que a vida sempre renasce com força nova quando se caminha junto. Exortou a confiar na intercessão de São José, protetor da Sagrada Família, padroeiro da Diocese e da querida cidade de Erechim, pedindo que ampare especialmente as famílias atingidas, inspire gestos de cuidado mútuo e ensine a perseverar com coragem, fé e humildade. Concluindo a nota, assegurou sua oração, proximidade e bênção.

 

Abrir as portas das casas e do coração para Senhor que vem:

Desde o último domingo, solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, a Igreja Católica no Brasil está vivendo a Campanha para a Evangelização deste ano, cujo tema é: “Hoje, é preciso que eu fique na tua casa” (Lc 19,5). É o hoje eterno de Deus, sempre presente, que já começa aqui, mas continuará na plenitude do Reino. Conforme o texto de reflexão sobre esse tema, não se trata apenas de uma coleta, mas, de fato, de uma campanha, que deseja chegar antes ao coração e à consciência dos fiéis, ajudando-os a dar passos concretos e seguros no seguimento de Jesus, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O evangelista São Lucas cita 9 vezes o termo “Hoje”. A primeira delas é a do anjo aos pastores de Belém: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” Assim, no advento que iniciamos neste domingo, o convite é abrir a porta das casas e dos corações para o Cristo que deseja nascer, ser acolhido e morar entre nós, ajudando-nos com seu exemplo a vivermos de portas abertas também aos irmãos e irmãs.

Subsídios da Campanha para a Evangelização: A coordenação de Campanhas da CNBB, em seu site, oferece os seguintes subsídios: reflexão sobre o tema,  hino da Campanha (áudio e partitura), cartaz,   celebração para a montagem da coroa do Advento, para a montagem do presépio e para o Natal em família.

Representantes paroquiais de Cáritas refletem documento do Papa:

Foi dia 18 deste mês, em reunião no Auditório São José. No início da reunião, Padre Jair Carlesso, Coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora, agradeceu o trabalho de cada participante, frisou a necessidade de haver equipes de Cáritas em todas as paróquias para a missão de evangelizar através das ações e atividades realizadas no serviço aos necessitados. A seguir, a coordenação diocesana animou a oração inicial, à luz da passagem do evangelho do dia, o encontro de Zaqueu com Jesus, que inspira o tema da Campanha para a Evangelização deste ano. Pe. Felipe Fioravante Filippini, Pároco da Paróquia N. Sra. das Dores, Capoerê, e assessor diocesano da Cáritas, conduziu reflexão sobre a exortação Apostólica do Papa Leão XIV “Eu te amei” (em latim “Dilexi Te”) sobre o amor aos pobres O documento do Papa é datado de 4 de outubro passado, memória litúrgica de São Francisco de Assis, modelo de vida pobre. Segundo o Papa, no leproso que encontrou, foi o próprio Cristo que o abraçou. Tomando por esposa a pobreza, quis imitar Cristo pobre, nu e crucificado. Em trabalho de grupo e plenário, os participantes avaliaram as ações do ano em curso. Foram destacadas: 1) Celebrações dos 40 anos da Cáritas diocesana e paroquiais; 2) Campanhas: “Tapete da Solidariedade”, envolvendo crianças da catequese e suas famílias na Celebração de Corpus Christi, e “Tenda da Solidariedade”, durante a Novena de Nossa Senhora de Fátima; 3) Doações aos atingidos pelas enchentes, na diocese de Cachoeira do Sul; 4) encontros de formação dos agentes; 5) Presença da Cáritas Diocesana junto às equipes paroquias. Após a avaliação, houve planejamento para o próximo ano, com indicação de datas de reuniões, retiro e encontros de formação. O encontro foi concluído com a bênção do padre Felipe e diáconos presentes.

Oração pelos cristãos que vivem em meio às guerras:

É a intenção de oração proposta pelo Papa Leão XIV para a Rede Mundial de Oração do Papa, conhecida como Apostolado da Oração, para o mês de dezembro que é assim formulada: “Rezemos para que os cristãos que vivem em contextos de guerra ou de conflito, especialmente no Oriente Médio, possam ser sementes de paz, reconciliação e esperança.” Na mensagem de vídeo sobre a intenção, o Papa mesmo reza por primeiro, pedindo ao Deus da paz, a fim de que os cristãos em meio a guerras e violência” não se sintam nunca abandonados. “Mesmo cercados pela dor”, ressalta o Papa, “nunca deixem de sentir a gentil bondade” da presença de Deus “e as orações de seus irmãos e irmãs na fé”. Ele reza assim: “Pois somente por Ti, ó Pai, e fortalecidos pelos laços fraternos, podem tornar-se sementes de reconciliação, construtores de esperança em pequenos e grandes gestos, capazes de perdoar e seguir adiante, de superar divisões e de buscar a justiça com misericórdia.” Enfatiza que mesmo naquelas partes do mundo onde a guerra parece ser única lei, “onde a harmonia parece impossível”, os cristãos são chamados a ser “instrumentos de paz”. E não somente os que vivem naqueles lugares, mas todos nós, porque Jesus “chamou bem-aventurados os que promovem a paz”. E em sua oração suplica: “Espírito Santo, fonte de esperança nas horas mais sombrias, sustentai a fé dos que sofrem e fortalecei a sua esperança. Não permitas que caiamos na indiferença, e fazei de nós construtores da unidade, como Jesus. Amém.” As imagens que acompanham a oração feita pelo Papa apresentam exemplos de uma fé firme e inquebrantável em meio aos escombros e destroços. São celebrações nos vilarejos iraquianos que voltaram a reunir-se depois da guerra, a força extraordinária da comunidade paroquial de Gaza mesmo nos dias de bombardeios, o trabalho indispensável da Caritas do Líbano entre os pobres e os refugiados dos Países vizinhos, o oásis de espiritualidade oferecido pelos mosteiros sírios.

Documento da Santa Sé retoma união conjugal monogâmica:

O Dicastério para a Doutrina da Fé, organismo de assessoria ao Papa, terça-feira, dia 25, divulgou nota destacando o casamento monogâmico, união do homem e da mulher, como caminho de liberdade, maturidade e amor fiel em um mundo de vínculos frágeis. O documento apresenta um olhar firme e atual sobre o matrimônio. Retoma a raiz bíblica do “os dois serão uma só carne” no livro do Gênesis e a traduz para desafios reais do nosso tempo, repleto de relações frágeis, vínculos líquidos e o fascínio por modelos não monogâmicos. O que a Igreja deseja é que todos compreendam que o amor exclusivo continua sendo caminho de liberdade e maturidade. A união precisa nascer de um consentimento livre, que cria um pertencimento recíproco entre ambos, deve refletir a comunhão trinitária e exige respeito radical à dignidade do outro. A Igreja lembra que amar implica delicadeza e exige renúncias. Destaca a vida em Deus como fundamento da estabilidade conjugal. A oração dá forma à caridade entre os esposos e molda uma amizade profunda, capaz de resistir ao desgaste do tempo. Ela também ilumina a sexualidade como um dom que envolve corpo e alma. Uma realidade que deve ser responsável e sempre voltada ao bem do outro. A fecundidade surge como expressão natural desse amor. Ao mesmo tempo, a nota reconhece que há casamentos sem filhos que continuam plenamente válidos, com respeito pelos tempos naturais de infertilidade. A fidelidade nasce de uma decisão interior de permanecer e crescer juntos. É uma promessa de infinito. Uma vocação que atravessa tempos difíceis e renova o coração de quem a vive.

Carta Apostólica do Papa Leão XIV nos 1.700 anos do Concílio de Niceia:

Foi publicada no último domingo, dia 23, solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Destaca a centralidade do Credo, publicado naquele Concílio e ressalta a importância da unidade. O documento é intitulado “Na unidade da fé”, em latim “In unitate fidei”. Apresenta forte apelo à renovação da fé e à unidade dos cristãos. Organizado em doze pontos, o documento tem por objetivo, segundo o próprio Papa, “encorajar toda a Igreja a renovar seu entusiasmo pela profissão de fé. A Carta coloca em destaque a herança espiritual e doutrinal deixada pelo Concílio do ano 325, evento decisivo na formulação do Credo professado por todas as tradições cristãs. Logo no início, o Papa recorda que “na unidade da fé, proclamada desde os primórdios da Igreja, os cristãos são chamados a caminhar em concórdia, guardando e transmitindo com amor e alegria o dom recebido. Em seguida, Leão XIV retoma as palavras do Credo formulado em Niceia — “Cremos em Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, que desceu do céu para a nossa salvação” — como fundamento permanente da identidade cristã. Considera providencial a coincidência dos 1.700 anos do Concílio de Niceia e o Jubileu 2025, “Peregrinos de esperança”. Para o Papa, o núcleo da fé cristã — a divindade do Filho — permanece necessário para os tempos marcados por guerras, incertezas e sofrimento humano. E ao lembrar que, em cada domingo, a Igreja proclama o Credo Niceno-Constantinopolitano, “profissão de fé que une todos os cristãos”, ele ressalta que, diante das provações do mundo, “a fé nos dá esperança”. A Carta dedica ampla atenção ao diálogo entre os cristãos, observando que o que os une é muito mais do que aquilo que os divide. Conclui com uma oração ao Espírito Santo, pedindo o dom da unidade “para que o mundo acredite”.