
INFORMATIVO DIOCESANO SEMANAL
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Ano 30– nº. 1.546 – 05/04/2026
Algumas atividades da semana:
– Missa de Páscoa presidida por Dom Adimir, neste domingo, às 10h, no Santuário N. Sra. de Fátima.
– Confraternização pascal dos padres, segunda-feira, no interior de Erechim;
– Dedicação do altar da igreja N. Sra. das Graças, Linha Suzana, Paróquia São João Batista, Marcelino Ramos, por Dom Adimir, sexta-feira, às 19h.
Bispo, padres e diáconos da Diocese de Erexim em retiro em preparação ao Tríduo Pascal: Os saletinos que atuam na Diocese de Erexim, três no Santuário da Salette e um na Paróquia em Marcelino Ramos e dois na Paróquia N. Sra. da Salette, Três Vendas, Erechim, orientaram o tempo de retiro do Bispo, padres e diáconos em preparação da Páscoa na tarde desta quarta-feira, na Capela da Reconciliação, anexa ao Santuário de Fátima em Erechim. Após a palavra do Bispo o breve retiro, Pe. Romário Barbosa Santana, pároco nas Três Vendas, Erechim, presidiu a oração da tarde da Liturgia das Horas, salmos, breve leitura bíblica e súplica conclusiva. Pe. José Carlos Sala animou o canto desse momento e da bênção com o Santíssimo Sacramento.
Meditação sobre misericórdia e perdão: A seguir, Pe. Maurício Zagonel, do Santuário de Marcelino Ramos, apresentou reflexão sobre perdão e reconciliação. Citou retrato do padre pelo padre francês, Jean Berthier, segundo o qual é como pai comum para seus fiéis. É de se esperar que seja justo, anunciador da reconciliação. Esta é cura interior. Referiu-se às três parábolas da misericórdia do capítulo 15 do evangelho de São Lucas: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo. O pastor procura a ovelha fora do rebanho, A mulher procura a moeda dentro de casa. O filho pródigo retorno à casa da família. A reconciliação devolve a capacidade de rezar. Ela é da pessoa com Deus, consigo mesma e com a humanidade. O perdão é festa, é gesto gratuito, é humilde e não humilha, é estilo de vida. A Igreja é missionária da reconciliação.
Uma fidelidade que gera futuro: Pe. Rodolfo Benevenuto da Silva Santos, vigário paroquial nas Três Vendas, Erechim, expôs síntese da Carta Apostólica do Papa Leão XIV, “Uma fidelidade que gera futuro” de 08 de dezembro do ano passado, por ocasião dos 60 anos de dois documentos do Concilio Ecumênico Vaticano II, um sobre “A formação sacerdotal” e outro sobre “O ministério e a vida dos presbíteros”. O documento do Papa Leão XIV visa promover a consciência e a perseverança da missão, refere indagações sobre o futuro do ministério, ajuda outros a experimentar a alegria da vocação sacerdotal. Os dois documentos conciliares acentuam que o ministério deve ser sempre animado e conduzido pelo espírito de Cristo Jesus. O Papa ressalta a importância e a necessidade da formação permanente, integral, para intuir respostas aos desafios do mundo atual e viver com generosidade a graça da ordenação. Ele aborda a sinodalidade, o discernimento e a prudência para o uso das mídias sociais, a fraternidade sacerdotal, o cuidado de uns pelos outros. Exorta a revigorar sempre o ministério, animado por Cristo Bom Pastor. Concluiu citando São Cura D’Ars: “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”.
Celebração da confissão: Após as duas reflexões, houve tempo para a confissão, reflexão e oração.
Bênção com o Santíssimo Sacramento: Concluído o tempo das confissões, Pe. Romário presidiu a exposição, a bênção com o Santíssimo Sacramento e as orações conclusivas da mesma.
A grande missão dos presbíteros a ser realizada juntos, jamais sozinhos: Em celebração de unidade diocesana, Dom Adimir Antonio Mazali, Bispo da Diocese de Erexim presidiu a Missa do Crisma na noite desta quarta-feira, primeiro de abril, na Catedral São José. Foi concelebrada pelos padres e participada pelos diáconos, seminaristas, religiosas, muitos ministros leigos, coroinhas e acólitos, expressivo número de fiéis das diversas paróquias, lotando completamente o recinto. O coral N. Sra. de Fátima, regido pelo Pe. José Carlos Sala, animou os cantos. Na celebração, os padres renovaram os compromissos assumidos na ordenação presbiteral. O Bispo abençoou os óleos para o sacramento do batismo e da unção dos enfermos e consagrou o óleo do crisma, utilizado também no batismo, no sacramento da crisma, da ordenação presbiteral e episcopal.
A missão do presbítero: Em sua homilia, Dom Adimir iniciou agradecendo aos padres e diáconos que atuaram e atuam na Diocese, bem como aos religiosos. Na Eucaristia, manifesta-se o ministério sacerdotal e como vivê-lo, plasmados por Cristo, vivendo a sua missão. Referiu-se às leituras e ao evangelho. Isaías, na primeira leitura, ressalta a missão do profeta, servo de Deus, ungido pelo Espírito para curar as feridas do povo, para anunciar a boa nova aos humildes, consolar os aflitos. A propósito do profeta, recordou a tensão atual na Palestina com a guerra. O cardeal patriarca latino de Jerusalém foi impedido de celebrar a procissão e a missa do domingo de Ramos. Ele será o pregador do retiro dos Bispos do Brasil em sua assembleia geral em Aparecida, neste mês. A segunda leitura, do livro do Apocalipse, exalta Cristo, a testemunha fiel, aquele que é, que era e que vem, o princípio e o fim de tudo. O Evangelho retoma as palavras do profeta Isaías, proclamando o projeto divino da salvação da humanidade. Projeto que deve ser vivido pelos sacerdotes, constituídos a serviço de Deus e das pessoas com as quais vivem. Deve ser realizado em comunhão com o Bispo e entre si. Sua missão é santificar pela oração, instruir pela Palavra de Deus e conduzir pelo pastoreio. Citou o Papa Leão XIV, para quem “o sacerdote é um amigo do Senhor, chamado a viver uma relação pessoal e confidencial com Ele, alimentada pela Palavra, pela celebração dos Sacramentos e pela oração cotidiana”. Dom Adimir assegurou que rogava a Deus para que a celebração que estava presidindo fortalecesse a comunhão presbiteral. Mencionou a Campanha da Fraternidade sobre a moradia realizada pela Igreja no Brasil ao longo da quaresma. Concluiu sua reflexão enfatizando: “Temos uma grande missão e juntos podemos realizá-la, mas jamais sozinhos” (Papa Leão XIV).
Mensagem do representante dos padres: Pe. Maicon Malacarne, Pároco da Paróquia São Cristóvão, Erechim, representa os padres na Comissão Regional de Presbíteros. No final da missa, dirigiu mensagem aos padres. Citou o Cardeal Arcebispo de Paris quando foi escolhido para a Academia Francesa de Letras e lhe perguntaram qual a palavra de que mais gostava. Respondeu: a palavra “Aleluia”. Expressa o grande louvor a Deus. É fenda de luz na escuridão, a âncora que nos resgata de uma vida fatalista e da irreversibilidade da morte. Passamos a quaresma sem cantar o Aleluia. Mas, a partir da vigília pascal, não deixemos de cantar Aleluia. Cantá-lo também na liturgia dos rostos, na liturgia das pessoas, na liturgia dos encontros, da amizade, da fraternidade, na liturgia de tantas histórias que todos os dias ouvimos e das quais participamos! Motivou a viver em proximidade profunda com Jesus, também nos momentos difíceis. Finalizou exortando: Contemos uns com os outros, com nossa amizade e com a amizade, o incentivo e a oração de tantas pessoas que colaboram na tentativa de fazer circular o amor no mundo!
A entrega dos óleos aos padres: Após a mensagem, Pe. Clair Favreto, Pároco da Catedral, convidou os padres a se aproximarem com representantes da paróquia em que atuam para receberam os santos óleos colocados em pequenos recipientes pelos funcionários da Cúria Diocesana na capela externa do templo durante a celebração. Serão utilizados nas celebrações dos sacramentos até a missa do crisma 2027