
INFORMATIVO DIOCESANO SEMANAL
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Ano 29 – nº. 1.521 – 12/10/2025
Algumas atividades da semana:
– 74ª Romaria Diocesana de Fátima, neste domingo com diversas celebrações; procissão às 09h da Catedral ao Santuário.
– Visita do Bispo ao Seminário Maior São José da Diocese de Erexim em Passo Fundo, com 3 seminaristas e o Reitor, terça-feira de manhã.
– Continuação da visita Pastoral na Paróquia Imaculada Conceição, Getúlio Vargas, quinta-feira e sábado, de tarde e de noite; Crismas na mesma Paróquia sábado, às 18h e domingo, às 09h.
O grande encontro anual de renovação eclesial da Diocese de Erexim:
No ano jubilar “Peregrinos de Esperança”, no Mês Missionário e na Semana Nacional da Vida no Brasil, a Diocese de Erexim iniciou, no dia 03 de outubro, primeira sexta-feira do mês, memória litúrgica dos mártires do Rio Grande do Norte, sua 74ª Romaria de N. Sra. de Fátima, evento anual de 10 dias de oração, peregrinação, renovação da fé, do seguimento a Cristo, do amor à Igreja Católica. Nestes 10 dias de abundantes graças divinas, especialmente o dom jubilar da indulgência plenária, os devotos rezam e, com “As virtudes Maria, são peregrinos de Esperança”, o tema da Romaria e a invocam como “Esperança nossa, salve”, saudação da Salve Rainha, lema deste precioso tempo de espiritualidade. Nas 4 celebrações diárias, missa às 07h, terço e missa às 14h, dezena do terço e missa às 18h, procissão e missa às 19h30, a Bem-Aventurada Virgem Maria de Fátima, é contemplada e implorada como Mãe da Santa Esperança.
As quatro celebrações diárias da novena de Fátima: A missa das 07h foi presidida por padres da Área Pastoral de Erexim e animada por equipes do Santuário e das Paróquias que as integram. O terço e a missa das 14h, por padres assessores de Pastorais e movimentos com a animação de equipes deles. A missa das 18h, por padres do Santuário e equipe e outros padres da cidade. A procissão e a missa das 19h30 foram presididas por padres do Santuário e das Áreas Pastorais com animação de suas respectivas equipes. A procissão das 09h da Catedral ao Santuário e a missa campal às 10h, bem como a recitação do terço, a adoração ao Santíssimo e a bênção das 14h deste domingo são presididas pelo Bispo Diocesano, Dom Adimir Antonio Mazali, com animação da equipe central de canto e instrumentistas coordenada pelo Pe. José Carlos Sala, Reitor do Seminário e do Santuário N. Sra. de Fátima. A Romaria da Criança neste sábado de manhã, foi presidida pelo Pe. Isalino Rodrigues com animação da Infância e Adolescência Missionária (IAM), Pastoral da Criança, Serviço de Animação Vocacional (SAV), Iniciação à Vida Cristã (IVC), Pastoral dos Coroinhas e cantos por coral de crianças do Colégio Franciscano São José.
Enfoques de cada dia: Do segundo ao sétimo dia, foi contemplada uma das 4 virtudes cardeais, prudência, justiça, fortaleza e temperança e uma das três virtudes teologais, fé, caridade e esperança. No primeiro dia, o enfoque foi o tema e o lema da Romaria. No último dia, Jesus Cristo é nossa esperança. Neste dia da Romaria, peregrinos da esperança que não decepciona.
Jubileus especiais: Do segundo ao nono dia da novena houve jubileus especiais nesta sequência: das famílias, das forças de segurança, dos profissionais da saúde e das cuidadoras e dos cuidadores; das pessoas idosas e dos avós; dos profissionais da comunicação; dos trabalhadores; das pessoas da educação, arte e cultura; dos jovens. Na Romaria da Criança, neste sábado, jubileu das crianças. Neste domingo, na culminância da novena, jubileu das comunidades com o convite a participar a cada uma das mais de 450 comunidades da Diocese.
O hino da Romaria: Há 29 anos, Pe. José Carlos Sala é o autor do hino da Romaria anual, letra, música e arranjo. Pelo hino, os romeiros cantam os diversos enfoques do tema e do lema de cada ano. Na divulgação do hino desta 74ª Romaria de Fátima, Pe. Sala ressalta que o mesmo contribui para o enlevo espiritual, o fortalecimento da dimensão orante e marca o passo ritmado dos peregrinos de esperança. O refrão enaltece o lema da romaria, invocação da Salve Rainha com referências da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Igreja: ‘Esperança nossa, Salve!’ Verso retirado da oração da Salve Rainha e da afirmação da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Igreja, que proclama Maria como sinal de esperança segura e consolo para o povo a caminho. A primeira estrofe enfoca o tema; a segunda destaca frases centrais do documento do Papa Francisco sobre o Jubileu 2025; a terceira, lembra o coração dos que sofrem e encontram alento e a esperança de prosseguir na caminhada; a última estrofe aponta para perspectiva da vida eterna, verdade fundamental da fé cristã.
Pastoral Familiar reitera o valor e a dignidade da vida humana desde a concepção:
A Pastoral Familiar da CNBB divulgou, quarta-feira, 8, Dia do Nascituro, nota com o tema “A vida é sempre um bem”. A data, segundo o pronunciamento, é oportunidade privilegiada para a reflexão sobre o valor e a dignidade da vida humana desde a concepção. Para os cristãos, a valorização da vida é um princípio irrenunciável, pois toda pessoa, desde o ventre materno, é portadora da dignidade sagrada criada por Deus. Citando o Salmo 139, o texto ressalta que a vida é dom divino, inviolável e digno de respeito e proteção. A defesa da vida nascente é uma missão urgente da Igreja, e as famílias são convidadas a se tornarem ardentes defensoras da vida e da dignidade humana, especialmente dos mais vulneráveis e indefesos. A Pastoral Familiar lembra que existem alternativas ao aborto, como a adoção e o apoio integral às mães em situação de vulnerabilidade. Exorta todos os fieis a renovarem o compromisso com a promoção da vida e a resistirem às pressões culturais que banalizam sua sacralidade. Deseja que proclamem, com coragem e amor, que a vida humana é a mais preciosa dádiva de Deus, merecedora de proteção, cuidado e acolhimento desde seu início até seu fim natural.
Papa Leão XIV: Não se pode separar fé do amor aos pobres:
Quinta-feira, dia 09, foi publicada a primeira exortação apostólica do Papa Leão XIV, intitulada “Dilexi te” (Ele te amou) sobre o amor aos pobres. Segundo o Cardeal Jaime Spengler, de Porto Alegre, o documento apresenta uma forte mensagem de continuidade com o magistério social da Igreja e com o legado do Papa Francisco, reafirmando que não há verdadeira fé sem compromisso concreto com os pobres. A mensagem é centrada no amor de Cristo que se manifesta no cuidado com os mais vulneráveis: doentes, migrantes, mulheres vítimas de violência, crianças sem acesso à educação e trabalhadores explorados. Enfatiza o Papa: “No rosto ferido dos pobres encontramos o sofrimento dos inocentes e o próprio sofrimento de Cristo”. A mensagem do Papa Leão XIV toca o coração dos desafios contemporâneos. “A pobreza, em suas múltiplas facetas, é talvez o maior desafio do nosso tempo, quando milhões vivem em condições desumanas e muitos morrem de cansaço, depressão ou fome”, afirmou o cardeal. Ele ressalta que reconhecer e acolher os feridos e privados de sua dignidade e liberdade é um imperativo ético, que convoca toda a sociedade à responsabilidade comum. O Papa Leão XIV insere seu documento na linha dos grandes textos sociais da Igreja dos últimos anos, de São João XXIII a Francisco, recordando a Populorum Progressio (O Desenvolvimento dos Povos), de Paulo VI, a Caritas in Veritate (A caridade na verdade), de Bento XVI, e a opção preferencial pelos pobres defendida por João Paulo II. Seguindo o espírito de Francisco, Leão XIV retoma o apelo por uma Igreja “pobre e para os pobres”, convidando os fiéis a reconhecerem que “a falta de equidade é a raiz de todos os males sociais”. Em diversos trechos, Leão XIV denuncia com vigor o que chama de “ditadura de uma economia que mata”, marcada pela concentração de riqueza e pela indiferença global diante da fome e da miséria. “Os ganhos de poucos crescem exponencialmente, enquanto a maioria vê o bem-estar cada vez mais distante”, afirma o texto, que critica a ilusão de que o mercado, por si só, possa resolver as desigualdades. O Papa rejeita também a “pastoral das elites”, que se preocupa mais com os poderosos do que com os necessitados. Para ele, servir aos pobres não é um gesto de caridade paternalista, mas um encontro entre iguais, que revela o verdadeiro rosto da Igreja. A exortação dedica espaço especial às migrações. Leão XIV recorda o drama de milhões de pessoas forçadas a deixar suas terras, evocando a imagem do pequeno Alan Kurdi, menino sírio que se tornou símbolo da crise migratória em 2015. Ele afirma: “A Igreja, como mãe, caminha com os que caminham. Onde o mundo vê ameaça, ela vê filhos; onde se erguem muros, ela constrói pontes”, reforçando os quatro verbos de Francisco: acolher, proteger, promover e integrar. O papa destaca também a situação das mulheres vítimas de exclusão e violência, “duplamente pobres”, e denuncia o drama da desnutrição que ainda mata milhares de pessoas todos os dias. Para romper os ciclos da miséria, a educação tem papel fundamental. Ela é um direito e não um favor. Inspirado em Francisco de Assis, Madre Teresa e outros santos que dedicaram suas vidas aos necessitados, o Papa convida a Igreja a redescobrir o coração da fé cristã: o vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres, devendo nos deixar evangelizar por eles.