
INFORMATIVO DIOCESANO SEMANAL
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Ano 30– nº. 1.533 – 04/01/2026
Oficializado primeiro Reitor do Santuário Nossa Senhora da Santa Cruz: Monsenhor Agostinho Francisco Dors, Vigário Geral da Diocese, por delegação do Bispo Diocesano Dom Adimir Antonio Mazali, deu posse ao Pe. Gladir Pedro Giacomel, vigário paroquial da Catedral São José, como primeiro Reitor do Santuário N. Sra. da Santa Cruz em missa às 14h deste sábado, 27, seguindo a liturgia da festa da Sagrada Família. A missa foi concelebrada pelos padres Jair Carlesso e Antonio Valentini Neto, do Cúria Diocesana, e teve a participação de 4 diáconos permanentes, familiares de Dorothea Menegon Farina a quem está ligada aquela invocação da Virgem Maria, diversos ministros, coroinhas e expressivo número de peregrinos das comunidades próximas bem como de diversas localidades da Diocese, de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Antes do início da celebração, Monsenhor Agostinho pediu a leitura da “provisão”, o documento do Bispo de nomeação do Pe. Gladir como Reitor do mencionado Santuário, do qual vinha exercendo a função de capelão desde 21 de dezembro de 2021. Em diversos momentos da celebração, ele realizou os ritos da posse, com a entrega da chave da porta central do templo, em frente a ele, a renovação da fé, a promessa de fidelidade e a renovação dos compromissos da ordenação presbiteral, da missão de evangelizar, do zelo pelo Santíssimo Sacramento do Altar no sacrário, da celebração do sacramento da reconciliação e dos outros sacramentos. No início da celebração, foram apresentados dados biográficos do Pe. Gladir. Após ter-lhe entregue os símbolos de sua missão, Mons. Agostinho o convidou a passar a três ministros do Santuário a carteirinha de renovação de seu mandato. No final da celebração, No final da celebração, filha de Dorothea falou de sua alegria por ver o santuário oficializado e pela posse do seu Reitor. Pe. Gladir manifestou sua gratidão pela confiança do Bispo nele depositada e a todos os colaboradores do Santuário e expressou suas disposições na continuidade do atendimento espiritual do mesmo.
A homilia do Monsenhor Agostinho: Iniciou citando documento do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina ressaltando que ela culmina e se completa em Jesus Cristo que viveu na Família de Nazaré. Sua revelação continua nas diversas experiências de encontro com Deus e suas graças. Aquela família é modelo para todas as famílias. Destacou aspectos das leituras e do evangelho. A seguir, enfatizou a missão do Reitor do Santuário, ensinar o evangelho, a doutrina da fé; celebrar o mistério da salvação, santificar e abençoar os peregrinos, conduzir o Santuário segundo as normas canônicas e civis. Observou que o Pe. Gladir já comprovou sua competência e zelo pastoral nesta missão.
Arquidioceses e Dioceses encerram Jubileu 2025 “Peregrinos de Esperança”: Convocado pelo Papa Francisco em 09 de maio de 2024, o Jubileu 2025 foi aberto por ele em nível universal na Basílica São Pedro no Vaticano na noite de Natal do ano passado. Nas Arquidioceses e Dioceses, foi aberto no dia 29 seguinte, festa da Sagrada Família. Elas o encerraram domingo passado. O Papa Leão XIV vai encerrá-lo no próximo dia 06, solenidade da Epifania em Roma. Tal encerramento na Diocese de Erexim ocorreu na Catedral São José em missa presidida por Dom Adimir Antonio Mazali e concelebrada por 38 padres, com a participação de 19 diáconos, 2 seminaristas, mais de 100 ministros, religiosos e religiosas, coroinhas e acólitos, delegações das 30 paróquias e muitas outras pessoas. Os cantos e a música foram animados pelo Coral N. Sra. de Fátima, regido pelo Pe. José Carlos Sala, Reitor do Seminário e do Santuário. No início da celebração, o Pároco da Catedral, Pe. Clair Favreto, fez a apresentação dos diversos participantes. Em seguida, Dom Adimir, conforme folheto litúrgico próprio do Jubileu, convidou a todos a elevar a Deus ação de graças e de súplica em união com os que não têm voz perante os homens, mas que o Pai escuta, os doentes, os idosos, os presos, os pobres. Lembrou que pela indulgência jubilar, o Senhor fez correr rio de graça e de bênção. A todos deu a sua esperança e a sua paz, fortaleceu as mãos frágeis, reforçou os joelhos vacilantes e disse a cada um “coragem, não tenha medo”. Na celebração da santidade da Sagrada Família de Nazaré, dando graças a Deus também lhe pedimos perdão. No final da celebração, o Bispo ressaltou a experiência intensa da misericórdia divina no ano jubilar. Revigorados por ela, exortou a permanecer em comunhão com todo o mistério de Cristo na fé, na esperança e na caridade. Como os discípulos que viram o rosto dele, conservar a alegria do encontro com ele e manter a confissão da esperança, porque aquele que prometeu é fiel. Assim motivados, todos cantaram o solene hino “Te Deum”, “a Ti, ó Deus, louvamos”.
A homilia de Dom Adimir: Recordou a solene abertura do Jubileu na Diocese há um ano e seu sua conclusão neste domingo. No clima natalino, celebra-se 2025 anos do nascimento de Cristo e sua vida na Sagrada Família de Nazaré. Passou a referir-se às duas leituras e ao evangelho da liturgia com indicações práticas para uma vida serena nas residências, bem como na sociedade com relações harmônicas entre os esposos, entre pais e filhos, entre filhos e pais. Destacou o amor de Deus por todos e a devida correspondência a ele. Depois se referiu ao Jubileu, tempo especial de graça e conversão na esperança que não decepciona. Enfatizou que a esperança de um mundo novo passa pelas famílias. Nelas, como afirmou o Papa São João Paulo II, constrói-se o futuro da humanidade. Citou a recomendação do Papa Francisco de não deixar que nos roubem a esperança. Concluiu convocando a todos a prosseguir a caminhada da vida com a esperança renovada e a fé fortalecida.
Instituição de candidatos ao diaconato permanente no ministério de leitor: Após a proclamação do evangelho, Dom Adimir instituiu ministros leitores 5 cinco candidatos ao diaconado permanente: João Leonardo Rambo, paróquia São Francisco de Assis, Bairro Progresso, Erechim; Paulo Roberto Tomazelli, paróquia São Cristóvão, Erechim; Paulo Roberto Fassina, paróquia da Catedral São José; Ezequiel José Pinotti e Sidinei Luiz Kalinoski, ambos da paróquia Imaculada Conceição, Getúlio Vargas.
Os jubileus na história: No Antigo Testamento encontramos o ano sabático, de 7 em 7 anos, e o ano jubilar de sete em sete semanas de anos, ou seja, depois de 49 anos, o ano seguinte era um jubileu. Palavra que vem da língua hebraica e que significa chifre. Com o sopro nele, o povo era convocado para o ano da liberdade. Era o a no para o descanso da terra, libertação dos escravos, correção das divisas para abolir toda e qualquer iníqua concentração de bens e de riquezas. Um recomeço na justiça. Na Igreja, o primeiro jubileu ocorreu no ano 1300 e seria celebrado de 100 em anos. Depois, de 50 em 50 e finalmente de 25 em 25. Segundo algumas fontes, foram 29 jubileus ordinários. O próximo jubileu ordinário será em 2050. Houve também jubileus extraordinários, como o da misericórdia, convocado pelo Francisco e realizado de 08 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria até 20 de novembro de 2016, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Os próximos jubileus extraordinários serão em 2031, na passagem dos 500 anos da aparição de Nossa Senhora em Guadalupe, México, e em 2033, nos 2.000 anos da Morte e Ressurreição de Cristo.