A missa de corpo presente foi no início da tarde deste domingo, dia 21, na igreja N. Sra. da Glória da paróquia em que residiu nos últimos 10 anos.
Sepultada, com 96 anos, mãe do atual Pároco de São Valentim Sabina Antônia Roman Follador, mãe do Pe. Alvise, Pároco da Paróquia São Valentim do município do mesmo nome, faleceu neste sábado, dia 20, pelas 15h em sua residência em Erval Grande.
A missa de corpo presente foi no início da tarde deste domingo, dia 21, na igreja N. Sra. da Glória da paróquia em que residiu nos últimos 10 anos. A missa foi concelebrada por 11 padres, além do filho. Pe. José Carlos Sala, reitor do Seminário e Santuário N. Sra. de Fátima, animou os cantos.
No início da celebração, Pe. Alvise apresentou histórico de sua mãe. No final da missa, agradeceu ao Bispo, aos padres presentes ou que enviaram mensagens, enfim, a todos. Com grande esforço de controlar a emoção, cantou um hino em sua memória. Também presidiu a encomendação final.
Concluída a celebração, o corpo foi transladado para o cemitério de Barão de Cotegipe, onde foi sepultado no jazigo no qual está, desde 2003, o corpo de seu esposo Albino. Lá. Pe. Alvise dirigiu as orações próprias do sepultamento.
Missas de 7º dia: Às 18h do dia 27 e às 09h do dia 28 na igreja São Valentim de São Valentim; às 09h do dia 28 na igreja N. Sra. da Glória de Erval Grande.
A homilia do Bispo
Dom Adimir iniciou lembrando expressão usual no ambiente eclesial, a mãe de um padre é a mãe de todos os padres. Observou que o sentimento humano de dor fala fortemente ao coração nos momentos de luto, mas por trás dele há o sentimento de serenidade que brota da fé e da esperança na ressurreição. Manifestou gratidão a dona Sabina por sua vida e pelo testemunho de vida cristã, pela missão assumida como esposa e mãe, generosa com Deus, com a família, com a comunidade, tendo tido um filho no ministério sacerdotal. Referiu-se à leitura da celebração que proclama: a vida do justo está nas mãos de Deus. Não nos pertencemos. Vivemos neste mundo, mas com a esperança na vida eterna com Deus. Nossa missão é amar e fazer o bem. Para realizá-la, nos sustentamos com a Palavra divina e com os sacramentos, especialmente a eucaristia. O que Sabina viveu é conforto para os filhos e exemplo para todos. Desejou que ela interceda pelos que ficam e que esteja junto à Virgem Maria, de quem era muitíssimo devota.
Dados biográficos da senhora Sabina
Nasceu em 18 de março de 1930, na Linha Duas, Barão de Cotegipe. Filha de Pedro e Maria Pasa Roman e neta de Ângelo e Antônia Rosset Roman. Ela era a última viva de 10 irmãos.
Casou-se com Albino Follador, falecido em 2003.
Tiveram 5 filhos: Ademir, Ir. Maria, Vicente, Pe Alvise e Bernadete. As noras Nelci e Ilda e o genro Leucir; 07 netos, Cleder, André, Fábio, Edélcio, Ricardo, Daniela e Vinicius e 04 bisnetos, Júlia, Laura, Natanael e Arthur.
Foi mulher forte virtuosa. Praticamente analfabeta, não sabia escrever, aprendeu um pouco depois dos 70 anos, mas sabia ler, e muito bem e tinha excelente memória. Foi catequista não só dos filhos, mas também de alguns vizinhos. Tinha muita sabedoria. A sabedoria do silêncio, das boas palavras, dos conselhos, da escuta, da fé, das orações, do terço, dos mistérios, das ladainhas, e muitas outras orações que lhes davam sustentação e resiliência diante das provações e dificuldades. Sabia ajudar aos vizinhos, especialmente os doentes; acolhia pessoas em sua casa. Zelou por muitos anos pela capelinha, cuidou das roupas igreja.
Dedicando-se à agricultura, vivia não dupla, mas múltipla jornada de trabalho.
Cultivou intensa espiritualidade, com as orações matinais, a oração do terço à noite, a missa pelo rádio no domingo de manhã e o dia da missa, com o padre e o terço dominical na comunidade. Segundo Pe. Alvise, deve ter rezado centenas de milhares de Ave-Marias e ao Divino Pai Eterno.
Os filhos seguiram caminho próprio. A família foi morar em Chapecó. Quando o esposo ficou doente, foram residir em Rio Pardo, onde veio a falecer, em 2013, sob os cuidados da filha, Ir. Maria. Mas lá estava Sabina, fiel companheira na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, todos os dias. Após a morte do esposo, ela voltou a morar em Chapecó com o filho Ademir, a nora Nelci e os netos Ricardo e Daniela. Após alguns anos, já com dificuldades para se locomover foi convidada a residir em Curitiba, com a Ir. Maria, na Casa Central das Irmãs Vicentinas, Filhas da Caridade. Lá permaneceu por 05 anos. Com a transferência da Ir. Maria para Carazinho, ela a acompanhou até o ano de 2016. A partir dessa data, passou a residir na cidade de Erval Grande, sob os cuidados especiais das filhas Ir. Maria e Bernadete.
Nos últimos dias, Sabina disse: levem-me junto do pai, ou seria, junto do esposo falecido, e sepultado em Barão de Cotegipe, terra natal de ambos.
O hino cantado pelo Pe. Alvise
- Solenes cânticos, vibrantes hinos. Trinar de pássaros, toques de sinos.
A Deus louvamos, com todo o ardor. Por tua vida, por teu amor!
- Fidelidade, vida de amor. Trabalho e prece, paz e vigor.
Ó maravilha, que vida bela. Com Deus presente em tua história!
- 96 anos, passaram céleres. Belezas tantas, deixam saudade.
Filhos e netos, bisnetos e todos. A Deus bendizem, por seus favores!
- 96 anos, rica colheita. De tua vida, é hoje oferta.
/:Todos almejam, que Deus te guarde. E te conserve, na vida eterna.:/ —————————————————————.
Íntegra dos dados biográficos da senhora Sabina apresentados pelo Pe. Alvise
Estimado bispo Dom Adimir, colegas padres, irmãs Filhas da Caridade, familiares, parentes, vizinhos, amigos e comunidade, partilho com vocês, em nome da família, mais que um histórico. Compartilho uma contemplação sobre a pessoa e sobre a vida de nossa querida mãe Sabina Antônia.SABINA ANTONIA ROMAN FOLLADOR, nasceu em 18/03/1930, na Linha Duas, Barão de Cotegipe. Filha de Pedro e Maria Pasa Roman e neta de Ângelo e Antônia Rosset Roman. Ela era a última dos 10 irmãos ainda vivos. Casou-se com Albino Follador, falecido em 2003. Somos em 05 irmãos. Ademir, Ir. Maria, Vicente, Pe Alvise e Bernardete. As noras Nelci e Ilda e o genro Leucir. 07 netos Cleder, André, Fábio, Edélcio, Ricardo, Daniela e Vinicius e 04 bisnetos Júlia, Laura, Natanael e Arthur.
Neste dia recordo o que nos diz a Bíblia no livro dos provérbios: nossa mãe foi uma mulher forte e virtuosa. Praticamente analfabeta, não sabia escrever, aprendeu um pouco depois dos 70 anos, mas sabia ler, e muito bem e tinha excelente memória. Foi catequista não só de nós os filhos, mas também de alguns vizinhos. Tinha muita sabedoria. Creio que a maior delas foi a sabedoria do silêncio. Mas ela tinha também a sabedoria das boas palavras, dos conselhos, da escuta, da fé, das orações, do terço, dos mistérios, das ladainhas, e muitas outras orações que lhes davam sustentação e resiliência diante das provações e dificuldades. Ela tinha a sabedoria da caridade, da ajuda aos vizinhos, especialmente dos doentes, da acolhida às pessoas na nossa casa, do zelar por muitos anos pela capelinha, cuidar das toalhas do altar da Igreja e as roupas do padre….
Ao começar a vida de casada, na roça, com o esposo Albino, na comunidade N. Sra. de Fátima da Linha Caruso, pelo ano de 1956, ela tinha não somente uma dupla jornada de trabalho, mas uma múltipla jornada. Acompanhar o esposo, cuidar dos filhos, da casa, ajudar na roça, ajudar os vizinhos, ajudar na comunidade, foi uma mulher incansável. Quanto lembro, quando ainda criança, seu dia começava ainda muito cedo, ainda escuro. Sua companhia era a estrela da manhã e o rádio ligado no programa do Zé Béttio, da Rádio Record de São Paulo. Mesmo sem luz elétrica, só com o “chiareto” tirava o leite, preparava o café e, ao clarear o dia, começava a nos despertar “leve sú tosatei, le belque chiaro” e se este, ou qualquer outro argumento, não eram suficientes para levantarmos, o último e definitivo era começar as orações matinais. Estas eram sagradas, insubstituíveis bem como a oração do terço à noite, a missa pelo rádio no domingo de manhã e o dia da missa, com o padre e o terço dominical na comunidade. Uma devoções especial a Nossa Senhora. Creio que deve ter rezado centenas de milhares de Ave- Marias e ao Divino Pai Eterno.
Os anos se passaram e fomos crescendo, trabalhando muito na roça e em casa, e graças a Deus, estudando. Cada um foi seguindo seu destino. Uns casaram e outros seguiram a vocação religiosa, mas sempre seus filhos, como expressou na célebre fase “ma le nostro”. Nosso pai Albino partiu ainda muito cedo, sem antes deixarem a vida da roça. Foram morar em Chapecó e, quando o pai ficou doente, em Rio Pardo, onde veio a falecer, em 2013, sob os cuidados da filha, Ir. Maria. Mas lá estava a mãe, fiel companheira na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, todos os dias. Após a morte do pai, a mãe voltou a morar em Chapecó com o filho Ademir, a nora Nelci e os netos Ricardo e Daniela. Após alguns anos, em 2009, já com dificuldades para se locomover foi convidada a residir em Curitiba, com a Ir. Maria, na Casa Central das Irmãs Vicentinas, Filhas da Caridade. Lá permaneceu por 05 anos. Com a transferência da Ir. Maria para Carazinho a mãe a acompanhou até o ano de 2016. A partir desta data passou a residir aqui na cidade de Erval Grande, sob os cuidados especiais das filhas Ir. Maria e Bernardete, a que queremos agradecer imensamente, bem como do genro Leucir e do neto Vinicius. Sempre lembro que nossa mãe chegou a esta idade, em grande parte, graças aos cuidados que ela sempre teve.
Nos últimos dias mãe assim se expressou: “porteme in sieme o Pai”. Sim ela será sepultada junto com o pai em Barão de Cotegipe, terra natal de ambos. Descanse em paz nossa querida mãe. Cumpriste honrosa e dignamente tua jornada. Juto à casa do Pai, com nosso querido pai Albino e com todos os que nos antecederam, interceda por nós. Como disse Jesus: “na casa de meu pai tem muitas moradas.” Aqui continuaremos o teu legado. Foste uma mulher forte e virtuosa e, agora e para sempre, eternizada na glória do céu e na nossa memória. Descanse em paz. Amém!
A todos indistintamente pela presença, orações, solidariedade e qualquer outra manifestação, conforto e ajuda, muito obrigado. Que Deus os recompense.
Um agradecimento especial às Irmãs Filhas da Caridade aqui representada pela Ir. Sirlei pelos anos que acolheram a mãe em Curitiba, Carazinho e Rio Pardo e pela licença que nestes anos deram à Ir. Maria para cuidar da mãe.